Durante os dias 29 de abril à 03 de maio ocorreu a gamescom latam 2026 no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento contou com muitas atrações e entre elas estava a Nintendo com seu estande recheado de grandes franquias da marca como Donkey Kong Mario, Pokémon Pokopia, entre outros. Restrito a imprensa, conseguimos um preview de um dos grandes lançamentos de maio da Big N: Yoshi and The Mysterious Book.
Sobre seu lançamento, foi revelado em março deste ano que o game será disponibilizado exclusivamente para Nintendo Switch 2 em 21 de maio. O game chegará localizado em português do Brasil.
Imersão narrativa e visual
Revelado pela primeira vez na Nintendo Direct de dezembro de 2025, o game conta a história da ilha dos Yoshis, onde um misterioso livro tem contato com as criaturas. O livro falante, chamado Mr. Enigma, pede ajuda dos dinossaurinhos para explorar suas páginas, registrar sua fauna, flora e descobrir seus segredos. Com essa premissa simples somos iniciados em uma aventura que desperta a curiosidade e incentiva o fator replay de forma criativa.
Na gamescom latam tivemos acesso as primeiras quatro fases do jogo, o que já deu para mostrar várias de suas mecânicas e observar bem o visual e estilo artístico do jogo. Começando pela questão visual, o game tem uma boa variação dos momentos que vemos a ilha, as páginas dos livros e a fase em si. Cada elemento parece texturizado de forma diferente para trazer a percepção de que estamos realmente jogando em mundos diferentes.
Além disso, as criaturas que encontramos em cada fase são bem características e quanto mais conhecemos delas também entendemos como podemos usá-las para descobrir todos os segredos. Parte da graça da narrativa é a personalização dos nomes, que permite que após descobrir uma espécie damos um nome a ela. Simples e já visto em outros jogos, mas em um contexto de exploração de mundos, é o que colabora para tornar a experiência mais única.

Mecânicas e a curiosidade
Já quando falamos de suas mecânicas, os jogadores da Nintendo estarão a par do que podem fazer no controle do Yoshi. Pular, arremessar ovos, correr e tudo mais que já é sabido. Porém, o ponto que o jogo mais brilha é como utilizar tais mecânicas combinadas com a interação com as criaturas e ambientes de forma geral para a construção dos quebra-cabeças.
Por exemplo, ao arremessar uma criatura na água ela terá uma reação completamente diferente do que arremessada na lama. Até mesmo se utilizada contra o que pode ser descrito como uma abelha, teremos diferentes reações e descobertas. A complexidade das interações vão aumentando ao longo da fase, assim, criando um bom cenário para fases com alta rejogabilidade para a descoberta de novos segredos.

Quando finalizada a fase, o jogador desbloqueia no livro novos cenários, sendo deixado pistas do que ainda resta desbloquear na fase jogada. Essas pistas ajudam a retomar o nível anterior e tentar ações não tentadas por não tê-las percebido ou até mesmo porque uma descoberta pode ter impedido a outra.
Também é válido comentar da estrutura das fases, que não são extraordinariamente longas, mas que fazem bom uso da horizontalidade e verticalidade para esconder seus segredos e incentivar a exploração. O level design está bem trabalhado e mesmo dentro de um único bioma que jogamos no evento é possível ver bastante diferenças entre elas. Conversando com a equipe do estande, nos foi informado que o game terá vários outros biomas que implicará em diferentes desafios.
Impressões gerais
Yoshi and The Mysterious Book é um jogo certo para os fãs da Nintendo e para quem curte um jogo família. O título diverte, tem bons gráficos e mecânicas que não só cativam, mas também incentivam alta rejogabilidade. O tempo com o game no evento passou voando. Após a sessão, ficou aquele gostinho de querer jogar mais e de querer se perder nas páginas do misterioso livro para descobrir mais dos segredos escondidos.









