Com lançamento previsto para 05 de novembro, Next of Kin: Epiphany se mostra um charmoso RPG 16 bits com foco em investigação. Desenvolvido e publicado pela Spelkväll Games, o título é uma opção interessante para quem busca um título que desperta a curiosidade e traz uma boa pixel art. Sobre plataformas, o game está chegando para Xbox Series X|S, PC (via Steam), PlayStation 5 e Nintendo Switch.
Ele voltou?
Em sua narrativa iremos acompanhar o detetive Dennis Monroe, voltamos a um cenário conhecido pelo investigador após novas vítimas serem encontradas. O serial killer tem como marca registrada assassinar com 27 facadas. Agora, no papel de Dennis, devemos investigar a aparente pacata cidade e esbarrar com segredos e crimes menores que refletem como sidequest. Toda a ambientação é muito boa para trazer o contraste do foco principal da investigação e os delitos menores, assim, criando um clima crível e ambientes bons de serem explorados.

Parte do que torna tão divertido o jogo, é que nem tudo que é descoberto está ligado ao caso principal. Brigas entre vizinhos, pequenos trambiques e demais desentendimentos podem fazer os personagens mentirem nos interrogatórios. Esses acontecimentos trazem uma boa variedade para o jogo e uma certa organização natural para a ambientação. O fato de existir um serial killer atuando não nega que a vida continua e alguns vão querer usar os acontecimentos para atingir desafetos.
Com relação a seu tom, o game consegue trazer um tom sarcástico e divertido sem tirar a seriedade da linha narrativa principal. Além disso, é favorecido por sua curta duração que evita repetições demasiadas, o que tornaria o título monótono nos aspectos narrativos e mecânicos.

Investigue e exponha
Quando o assunto são as mecânicas, o jogo se baseia basicamente em investigações e Exposed (ou exposição em tradução livre). A investigação alterna entre busca por itens nos diferentes ambientes e conversas para descobrir os elementos necessários, sendo essa alternância uma variação boa para o gameplay. A partir disso, é colocado o momento do Exposed que contrasta a história contada pelo personagem com as provas coletadas.
O único porém é que mesmo com escolha e etapas de coletas de provas, Next of Kin: Epiphany é bastante leniente com o erro do jogador. Ao invés de encerrar e retroceder ou trazer algumas consequências, a desenvolvedora optou por não impedir o progresso. A estratégia pode ser válida, mas o peso da investigação e descoberta de elementos a partir dos diálogos fica menos gratificante.
Veredito
Next of Kin: Epiphany é um jogo curto, mas que diverte em sua proposta e apresenta uma história bem contada. Ele sabe explorar bem os personagens ao dar motivações não diretamente relacionadas à trama principal, tornando descobertas no formato de sidequest satisfatórias. Seu visual 16 bits consegue captar uma essência pacífica, mas ao mesmo tempo cheia de segredos para serem descobertos.
Sem dúvida, é um título que vai valer seu tempo e trazer momentos intrigantes!
*Chave para análise enviada para Xbox Series pela Spelkväll Games









