Akatori, o título de estreia do estúdio independente cazaque Contrast Games, chegou ao PC via Steam em 5 de agosto de 2026, com as versões para Playstation e Xbox chegando na semana seguinte e um porte para Nintendo Switch 2 planejado para 2027.

Aqui os jogadores assumem o papel de Mako, uma jovem monge do Templo do Pássaro de Fogo, que embarca em uma missão para deter a propagação das Tempestades de Âmbar, uma força corruptora que ameaça desfazer diversos reinos e linhas do tempo. Ela é acompanhada por um misterioso pássaro vermelho selado dentro de seu cajado, um companheiro que funciona tanto como sua arma principal quanto como a chave para desbloquear seu potencial através de cinco mundos distintos.

Jogabilidade

Em sua essência, a jogabilidade de Akatori gira inteiramente em torno desse versátil cajado, e é aqui que a experiência mais brilha. A arma não é meramente uma ferramenta para golpear inimigos; ela é o pilar central tanto do combate quanto da locomoção. Os jogadores podem executar combos no chão e no ar, arremessar o cajado como um projétil para ativar interruptores ou atingir adversários distantes, e usá-lo para planar, deslizar e saltar sobre fossos traiçoeiros.

Este design de dupla função incentiva a fluidez, pedindo que os jogadores encadeiem ataques com manobras de parkour para manter o momentum através de seus níveis desenhados à mão. O jogo segue a clássica fórmula Metroidvania, onde novas habilidades são desbloqueadas gradualmente, permitindo que Mako revisite biomas anteriores e descubra segredos antes inacessíveis. Com mais de vinte tipos de inimigos regulares e vários chefes formidáveis espalhados pela paisagem, o desafio é constante, e o combate acelerado certamente entrega momentos de pura adrenalina.

Akatori
Reprodução/Contrast Games

Problemas

No entanto, embora a base da jogabilidade seja sólida e a premissa seja intrigante, Akatori sofre com alguns problemas críticos de execução. O defeito mais gritante está na sensação dos movimentos, algo fatal para qualquer plataforma: os controles são pouco responsivos, roubando das animações, que são fluidas, o feedback preciso exigido para as seções de plataforma mais exigentes. Essa falta de peso enfraquece justamente a versatilidade que o sistema baseado no cajado promete.

Além disso, o design dos níveis, embora visualmente distinto entre os cinco biomas, muitas vezes parece pouco inspirado, falhando em oferecer os atalhos inteligentes e interconectados e os marcos memoráveis que definem os maiores expoentes do gênero. A narrativa, apesar de contar com uma protagonista carismática em Mako e seu companheiro emplumado, é prejudicada por diálogos sem graça que diminuem o impacto de sua ambiciosa história sobre multiversos.

O que permanece inegável é a beleza absoluta da arte em pixels, que é consistentemente deslumbrante e dá vida a cada ambiente, além do encanto inegável da dupla central.

Akatori
Reprodução/Contrast Games

Veredito

No fim das contas, Akatori é um jogo de contrastes: visualmente de tirar o fôlego, mas mecanicamente frustrante; narrativamente ambicioso, mas com um roteiro fraco. Para os fãs do gênero dispostos a ignorar seus controles desajeitados, há uma aventura agradável enterrada sob a superfície, mas para outros, a jogabilidade imprecisa pode ser uma barreira grande demais para que se possa apreciar plenamente este indie promissor.

Akatori
Reprodução/Contrast Games

*Análise escrita com chave para PC cedida via Keymailer

REVER GERAL
Enredo
Direção
Trilha Sonora
Jogabilidade
Design
Matheus
Fã de Yu-Gi-Oh!, Drakengard/NieR, Ys e Trails. Nas horas vagas, analista de Relações Internacionais e professor de inglês.
critica-akatori-usa-formula-metroidvania-bem-mas-peca-na-implementacao-de-seus-controlesAkatori é um jogo de contrastes: visualmente de tirar o fôlego, mas mecanicamente frustrante; narrativamente ambicioso, mas com um roteiro fraco. Para os fãs do gênero dispostos a ignorar seus controles desajeitados, há uma aventura agradável enterrada sob a superfície, mas para outros, a jogabilidade imprecisa pode ser uma barreira grande demais para que se possa apreciar plenamente este indie promissor.