Call of Duty: Modern Warfare 4 foi lançado em 23 de outubro, sendo desenvolvido pela Infinity Ward e publicado pela Activision para as plataformas PlayStation 5, Xbox Sereis X|S, PC (via Steam) e Nintendo Switch 2. Sim! Você não leu errado! COD chegou day one a uma das plataformas Nintendo, o que pode representar uma boa abertura do console para jogos que antes nem se pensava em ver por lá devido às políticas da campainha e hardwares até então mais limitados.
Agora, focado em COD, quando falamos do título fica difícil não vincular as impressões e experiência muito negativa trazida Black Ops 7. Por mais que seja desenvolvido por outro estúdio – Treyarch -, a linha Black Ops costumava alterar com a Modern Warfare e o Black Ops 6 tinha se mostrado um bom jogo, já criando um hype para o que estava por vir. Uma pena que o sétimo jogo foi delirante em sua narrativa e trouxe mecânicas que forçaram o multiplayer até mesmo na campanha e o multijogador padrão que pode ser descrito no mínimo como esquisito. Tudo isso deixou uma pulga atrás da orelha com o que viria em Modern Warfare 4.
Agora, como está o novo título? Foi o mesmo desastre de Black Ops 7 e não correspondeu às expectativas? Vem conferir a análise completa!
Volta às origens
Em sua narrativa base temos duas frentes: a frente que acompanha um grupo de soldados sul coreanos tendo que lidar com a invasão da Coréia do Norte em seu país e a continuidade da jornada do já conhecido de outros jogos Capitão Price. As histórias atuam de forma complementar e individual ao mesmo tempo, uma vez que acabam tendo a mesma causa raiz, porém com encontros escassos entre os personagens que compõem cada uma delas. Na primeira campanha, temos a introdução de personagens que parecem ser adicionados para futuros episódios da franquia; enquanto eu do outro lado temos o retorno de John Price, Gaz e Ghost.

Apresentado situações adversas, o começo da campanha já mostra Price lidando com Makarov (principal inimigo dos jogos anteriores) em boas sequências de ação e abordagem cinematográfica, sendo apresentado o verdadeiro objetivo do personagem: lidar com o Arqueiro. Aqui, sendo mostrado como um senhor das armas que puxa as cordas do combate, enquanto Makarov se mostrou mais uma marionete. Para buscar seus objetivos, Price não vê linhas ou qualquer limite de formas alianças que o colocam como inimigo.
Na frente que mostra os soldados coreanos, a história começa alguns dias após os eventos vividos por Price, temos o grupo de soldados sobrevivendo e se reorganizando para a retomada do seu território natal. Os personagens são interessantes a medida do possível, sendo legais, mas não trazendo a dubiedade dos protagonistas anteriores da franquia. De qualquer forma, se destacam o soldado Parker e outro tente norte coreano como elementos mais carismáticos e que renderia bons protagonistas para futuros jogos da franquia.

Assim, alternando entre a companhia sul coreana e a busca de Price, temos uma história divertida e marcante pelos eventos mostrados, boas sequências de ação e tons distintos quando separamos os caminhos. A primeira, colocando as ações sul coreana, com o ritmo já conhecido de batalhas em campos abertos, invasões terrestres e momentos que evocam o sentimento de “estou jogando um Modern Warfare”. Já a segunda, representada pela jornada do Price, temos algo mais solitário, com mecânicas mais diferenciadas e tensas, o que remete a sensação e expectativa de uma linha Black Ops.
Mesmo que as histórias se cruzem pouco é perceptível que existe frente de batalhas distintas dentro da mesma história. Ou seja, os caminhos distintos levam a um afunilamento narrativo complementar interessante e que funciona bem. Mais importante que isso, o jogo também mostra fechamentos de ciclos e apresentação de personagens novos potencialmente utilizáveis na franquia.
Diferente, mas nem tanto
Se a narrativa já mesclou os tons das linhas Warfare e Black Ops na narrativa, a gameplay também seguiu a mesma toada. Sem ser revolucionária, as mecânicas jogam no seguro e trazem batalhas mais expositivas, com batalhas entre tropas e trincheiras, por exemplo, na parte que diz respeito aos soldados coreanos. Já com Price temos a trama mais densa, que explora os planos do arqueiro. Com isso, trazendo missões com abordagens stealth em ambientes fechados e que limitam o quanto de armas você pode utilizar. Neste ponto vale ressaltar as mecânicas de lutas com facas, socos e bloqueios, os momentos estão bem divertidos e escondem bem o fato de serem scriptados.
As armas estão variadas e trazendo diferentes tipos de jogabilidade, o que é importante para dar ao jogador a liberdade de escolher seu tipo de combate. Porém, foi mantido a característica de trazer gameplays de veículos e até mesmo dos drones adicionados mais recentemente na franquia. Os momentos em que essas gameplays são aplicadas são bem calculadas e torna o progresso mais dinâmico ao bater gameplay e propósitos da história.

Explorar mapas abertos com missões secundárias foi uma escolha adicionada nos últimos jogos da franquia e se mostraram em títulos anteriores uma forma artificial de preencher uma história vazia. Em Modern Warfare 4 também temos momentos assim, porém mais condizentes com a missão e opcionais.
Na ocasião, o único momento aconteceu na campanha dos soldados sul coreanos, no momento em que seu transporte é abatido e cai no território sul coreano. Contendo três missões obrigatórias, o mapa fornece a opção de explorar outros pontos para coletar recursos e melhorar seu armamento para o que está por vir. Caso você queira ir direto para as missões, a opção existe e equipamentos e recursos podem ser obtidos durante os embates. Poder escolher explorar ou não esses mapas foi um acerto, pois não passa justamente aquela sensação de que suas ações é prorrogar horas de gameplay.
Por fim, mas não menos importante, temos o elemento multijogador nos modos já tradicionais da franquia. Em comparação com os anteriores ele está mais sóbrio, porém mantendo os elementos de velocidade que caracterizam sua gameplay. Como na campanha, uma implementação segura e sem alucinações herdadas de Black Ops 7.
Visuale elenco
Visualmente o jogo está bonito e apresentando bastante detalhes em seus cenários. Também trazendo muitos elementos destrutíveis e uma dublagem de alta qualidade para os personagens. Falando em personagens, o elenco que deu rosto aos personagens está muito bom, principalmente pelo vilão Arqueiro e o clássico protagonista John Price , interpretado respectivamente pelos atores Mads Mikkelsen e Barry Sloane. Juntamente com a dublagem, a sonorização geral está boa e convincente nos disparos das armas, veículos e demais impactos.

Veredito
Call of Duty: Modern Warfare 4 não inova, mas acerta ao trazer os pontos que os fãs da franquia tanto gostam no FPS: uma história cinematográfica, narrativa competente e visualmente agradável. De forma geral, sendo um retorno sensato ao padrão dos jogos já apresentados, ele também adiciona potenciais personagens para dar continuidade à franquia. O retorno a estes elementos também torna mais agradáveis novos jogadores que entram em contato com toda a ação do jogo.
*Chave para análise enviada para Xbox pela Activision









