Lançado em 26 do maio de 2025, Realm of Ink foi desenvolvido pela Leap Studio e publicado pela e chegou para PC(via Steam), Xbox Series X|S, Nintendo Switch e Playstation 5. O título é um roguelike de ação com elementos de RPG que dá ao jogador uma grande liberdade para a criação de combos em batalhas intensas, mas mesmo que intensas, acessíveis a diferentes públicos. Claro, visualmente o game tem uma arte que encanta e é bastante estilizado.
Planos de tinta
Como plano de fundo temos um mundo composto por diferentes histórias curtas e somos apresentados à protagonista Danzhu, que irá entrar por diferentes reinos descobrindo os segredos ocultos. Vagando pelas terras proibidas das “Ruínas Selvagens” iremos enfrentar diferentes chefes para tentar escapar deste mundo na qual a espadachim está aprisionada chamado “The World of Ink” (ou Mundo da Tinta em tradução livre).
Por se tratar de um roguelike o formato de narrativa seguido é o padrão. Assim, ela serve apenas para contextualizar o jogador sem aprofundar demais e focar na gameplay.

Mecânicas e muitos combos
Usando a hotelaria de uma importante NPC temos o nosso Hub de jogo. Como se espera de um roguelike, as repetições de fases comuns e será necessário repetir fases uma vez que devemos chegar ao final da história de uma única vez, caso morramos em combate, somos levados para este hub e reiniciaremos o ciclo de batalhas. No hub também podem ser exploradas as melhorias da personagem, registros de histórias localizadas na run anterior, entre outros diálogos que nos dão mais informações sobre o jogo como um todo.
Um aspecto interessante das melhorias é que os pontos utilizados podem ser reformulados gratuitamente a qualquer momento antes de tentar uma nova jogatina. Assim, unindo ao fato de que há diferentes classes para a protagonista utilizar na run, temos uma construção de build bastante versátil e que impacta na gameplay de forma direta. Sobre as possibilidades da personagem, iremos liberar arquétipos de classe que utilizaram diferentes armas e ritmos de partida.

Por exemplo, usando Danzhu como espadachim, temos movimentos equilibrados, mas ao selecionar a classe de adagas temos o dano reduzido e maior velocidade de movimentação. Já ao utilizar sua versão com bastão, temos ataques relativamente fracos que acumulam pontos para ataques muito mais fortes e que atingem uma área que fere múltiplos inimigos.
De gameplay em si, Realm of Ink é extremamente dinâmico e divertido pelas possibilidades que ele oferece ao jogador. Além da possibilidade de arma básica, a espadachim também terá duas habilidades especiais que serão encontradas – e poderão ser trocadas – no decorrer da fase. As habilidades estão relacionadas com os elementos da natureza, existindo diferentes variações dentro do mesmo elemento. A união da possibilidade de diferentes builds com os pontos, escolha de armas com kits de golpes diferenciados e habilidades tornam cada fase com muitas possibilidades e estimula a tentar novas combinações, sempre para otimizar os combos e ser o mais eficiente possível.
O combate contra chefes são divertidos e cada área é bastante característica, o que traz uma boa sensação de avançar no jogo dada a imersão que a contextualização dos elementos proporciona. E isso é colocado de forma bastante acessível, pois antes de iniciar uma run podemos escolher o pincel que iremos utilizar. Cada um deles podem aumentar ou diminuir dificuldades, dano causado, vida dos inimigos, entre outros modificadores.

Estilo e estrutura
Realm of Ink tem um estilo que se destaca por sua abordagem de emular um visual de pintura. Não só as cutscenes repetem a proposta de construção de mundo do jogo, mas também os cenários, inimigos e demais elementos visuais. Então, o título é coerente com sua proposta e essa coesão ajuda a prender a atenção e tornar tudo mais crível. Sua parte sonora está bem trabalhada e consegue dar ritmo a gameplay.
Já quando falamos das construções das estruturas de suas fases, temos uma quebra na proposta roguelike que pode tornar as tentativas de runs um pouco cansativas, porém se salvando pela variedade de builds citadas na gameplay. Ao todo teremos seis reinos e ao iniciar uma run seremos levados para um deles para iniciar a aventura, sendo o processo de entrar em uma nova área aleatória repetida ao fim da fases.
A quebra do do roguelike acontece quando a estrutura interna dos reinos se repetem. Assim, teremos a mesma sequência de salas, inimigos e chefes. Ao mesmo tempo que essa opção pode favorecer a construção de personagem para algo que você pode encontrar, também enfraquece o fator replay que é alavancado pelas possibilidades descritas quando falamos do funcionamento da gameplay.

Veredito
Realm of Ink é um jogo que surpreende pelo seu visual, dinamicidade gameplay e possibilidade de combinações para a construção de personagens. Seus chefes são interessantes e seus reinos conseguem trazer um ar único quando exploramos cada um deles. O fator da estrutura interna de cada fase se repetir tira a imprevisibilidade do gênero no qual o título se propõe, o que é compensado pela variedade de builds.
Sem dúvida é um jogo que vale a pena jogar! Ele irá proporcionar momentos divertidos e desafiadores, sendo acessível por permitir configurações que amenizam ou aumentam sua dificuldade, consequentemente conseguindo abraçar um público mais amplo.
*Chave para análise enviada pela 4Divinity para xbox Series









