Trazendo uma proposta de experiência cinematográfica, Mixtape foi lançado em 07 de maio de 2026 para as plataformas PlayStation 5, xbox Series X|S – também chegando day one Game Pass – e PC (via Steam). O título foi desenvolvido pela Beethoven and Dinosaur, que tem em seu histórico o ótimo The Artful Escape, e publicado pela Annapurna Interactive, carrega um traço forte do estúdio que é saber trabalhar bem a narrativa com temáticas musicais.

Vem conferir o que achamos do jogo e colocar seus pontos fortes e fracos em análise!

Um roteiro sessão de tarde

Mixtape parece um filme de sessão da tarde. Isso porque, sua narrativa é simples e divertida ao colocar o espectador na perspectiva de adolescentes que se mostra em contradições cotidianas, como o fato de querer aproveitar loucamente seu último dia de escola antes da vida tomar novos rumos, conflitos geracionais e questões de como agir com as próprias vontades ou traçar um futuro de acordo com o que as pessoas em volta acham certo.

Com este roteiro simples, iremos acompanhar um grupo de três amigos que em seu último dia de escola planejam se aventurar e ir na festa mais badalada da região. Para ter o dia perfeito também trabalham na trilha sonora de cada momento para marcar sua vida tal qual um filme, o que guia a história e tenta criar momentos que relacionem as suas ações a momentos muito impactantes.

Mixtape -2
Reprodução/Annapurna Interactive

Por estarmos jogando como adolescentes, o jogo coloca uma parte lúdica bastante clara e curiosa em praticamente todas as situações. Por exemplo, um passeio pela floresta pode ser visto como um momento de voar só, assim, levando a um trecho em que literalmente voamos com os personagens. Da mesma forma, momentos tristes podem tomar proporções maiores do que devida, mas que para um adolescente pode ser algo arrasador a ponto da situação ser vista como o retroceder de uma filmagem em branco e preto.

A abordagem narrativa é funcional e prende a atenção. Também ajuda o fato da história ser bastante direta e rápida com cerca de 4 horas para ser completada. Da forma com que foi estruturada, se mostra sólida e bem direcionada para o tempo que os adolescentes estão vivendo no jogo frente aos seus futuros compromissos.

Pouca gameplay

Um ponto que fica explícito desde o começo do jogo é que seu objetivo não é necessariamente a gameplay, mas sim uma experiência. O jogador terá realmente poucos momentos de controle e nenhuma opção nos rumos decisivos, o que pode frustrar muitos jogadores. A parte mecânica do jogo consiste praticamente de minigames de curta duração que servem muito mais para destacar a trilha sonora que está marcando o momento.

Mais gameplay seria interessante, porém pareceria colocar o jogo fora do escopo desejado. Assim ele acabaria caindo no balaio do “não é para todo mundo”. Digo isso porque nenhum jogo é para todo mundo. Podemos pensar em títulos que irão agradar um grupo maior ou menor de jogadores, no caso a escolha do estúdio foi limitar e focar em sua proposta.

Mixtape -1
Reprodução/Annapurna Interactive

O aspecto visual e sonoro do jogo é bem trabalhado, contando com ótimas trilhas sonoras para aclimatar desde os momentos tensos aos mais divertidos dentro do game. Seus gráficos trazem uma arte bonita e que nos momentos de mini games e musicais também transmitem a ideia geral de forma bastante objetiva e óbvia, tal qual um filme adolescente.

Veredito

Mixtape é o tipo de jogo que divide opiniões e realmente reforça o “não é para todo mundo”. Para os jogadores que buscam uma gameplay mais intensa e que suas decisões terão peso, é o tipo de jogo que irá frustrar por tirar essa liberdade. Já jogado com a perspectiva narrativa, pode entreter e trazer sentimentos nostálgicos e bem vivos, como é a imaginação e expectativa dos personagens que vivem a trama.

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Visual
Ambientação
Sonorização
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-mixtape-e-uma-viagem-divertida-mesmo-com-muita-pouca-gameplayMixtape é o tipo de jogo que divide opiniões e realmente reforça o "não é para todo mundo". Para os jogadores que buscam uma gameplay mais intensa e que suas decisões terão peso, é o tipo de jogo que irá frustrar por tirar essa liberdade. Já jogado com a perspectiva narrativa, pode entreter e trazer sentimentos nostálgicos e bem vivos, como é a imaginação e expectativa dos personagens que vivem a trama.