Perigos e busca por tesouros em uma ilha aterrorizante são apenas alguns elementos que podemos ver em The Mound: Omen of Cthulhu. Desenvolvido pela ACE Team e publicado pela Nacon, o game tem a proposta de levar o horror cósmico e mistérios para o formato multiplayer cooperativo, sendo disponibilizado em 15 de julho de 2026 para as plataformas PC (via Steam), Xbox Series X|S e PlayStation 5.
Extraction lovecraftiano
Os jogos de extraction cresceram bastante de popularidade recentemente com títulos como ARC Riders e Marathon, porém jogos como Escape from Tarkov e Hunt: Showdown 1896 já representavam este gênero e possuíam um público bastante cativo. Agora, The Mound: Omen of Cthulhu aborda também a busca por tesouros em uma ilha misteriosa, mas imbuído do horror cósmico lovecraftiano, que além de ambientar o game, também utiliza a temática como parte de suas mecânicas.

Em relação a sua narrativa, é passado apenas uma proposta de plano de fundo para justificar as missões. Com objetivos de coletar quantidades mínimas de tesouros e itens específicos podemos escolher entre quatro personagens e embarcar em missões solos ou com até outros três jogadores.
Por mais que o contexto do jogo seja claro e o não aprofundamento do tema é comum para jogos de extração, aqui temos um game que perde uma oportunidade interessante de trazer missões que pudessem construir uma narrativa ou mergulhar mais de cabeça em histórias do gênero literário que inspirou o game. Isso porque, no meu principal, podemos acompanhar uma introdução que não corresponde à expectativa do que seu próprio nome propõe. Ela é rasa e não é nem sequer utilizada para apresentar mecânicas básicas como um tutorial mínimo.
Mecânicas de gameplay
Se narrativamente o jogo não contempla o horror cósmico, gameplay apresenta elementos interessantes que caracterizam a proposta. Como um dos principais chamarizes temos a questão dos personagens sendo afetados pela loucura, assim, afetando não só a percepção do ambiente que o cerca, mas também dos inimigos e de seus companheiros de jogo. Com mecânicas de luta que já não são as mais fáceis propositalmente, lutar com a loucura aflorada é agoniante.
Um bom exemplo de como essa mecânica é aplicada está em como vemos nossos parceiros de time. Dependendo dos acontecimentos e região, podemos ver o outro jogador como um monstro (ou tomado por um), o que pode fazer com que o ataquemos. Isso deixa o jogo mais tenso e traz o fator comunicação como outro elemento fundamental para coordenar suas ações.

Por mais competente que seja a gameplay de forma geral, como ela é introduzida deixa realmente a desejar. Já comentado quando falei da proposta e narrativa, o menu principal apresenta um tópico que propõe uma introdução. Entretanto, abordando exclusivamente as mecânicas deste trecho, somos apresentados a ações de andar e pegar itens basicamente. esse trecho poderia ser mais longo e útil para gameplay ao expandir as mecânicas básicas ao invés de entregar majoritariamente uma cutscene.
A física do jogo é um ponto bem interessante do gameplay. As matas apresentam diferentes densidades para serem atravessadas, o que torna o caminhar algo agoniante quando está sendo atacada nestas regiões, também sendo marcante armas que podem ficar presas em corpos de inimigos caso você tome um ataque no meio do movimento.

Veredito
The Mound: Omen of Cthulhu tem uma boa premissa e mecânicas interessantes. Seus visuais são bons e sua ambientação consegue trazer um sentimento de agonia, urgência e dúvida sobre o que você está na sua frente, principalmente pela mecânica de loucura dos personagens. Porém, parte da graça do universo que tematiza o jogo é perdido com uma introdução fraca e que afasta jogadores por não apresentar de forma mais estruturada suas mecânicas básicas.
*Chave para análise enviada pela Nacom para Xbox Series









