Lançado originalmente para PlayStation 4 e Playstation 5, posteriormente chegando para o PC (via Steam), Final Fantasy VII Remake Intergrade tem sua estreia na próxima quinta-feira (22) nas plataformas Xbox Series e Nintendo Switch 2. Recebemos o jogo antecipado da Square Enix para nossa análise e vamos apresentar nesta review as nossas impressões!

Enredo reimaginado

Apresentando uma narrativa reimaginada do Final Fantasy VII de 1997, o Remake tem a proposta de trazer o conteúdo básico do jogo, mas realizando adições que tornam determinados trechos mais extensos e acontecimentos um pouco diferentes. Mudanças interessantes que nos permite passar mais tempo com os carismáticos personagens e apresentam uma nova visão da narrativa que deixa de ser apenas uma repetição. Vale ressaltar que acontecimentos básicos e marcantes se mantiveram, assim, ao mesmo tempo que temos este retrabalho narrativo, também está presente a essência da ideia original.

Final Fantasy VII Remake-cloud
Reprodução/Square Enix

Quando falamos em questão de conteúdo, Final Fantasy VII Remake Intergrade não apresenta todo o conteúdo do jogo original – que inclusive, também está disponível no Xbox. Em seu planejamento o game foi dividido em três partes, sendo a segundo o Final Fantasy VII Rebirth (já disponível para PS5 e PC) e o terceiro ainda sem data de lançamento definida. Unindo a divisão do jogo e a adição de novos conteúdos podemos aproveitar mais os mapas e a jogabilidade com cada um dos personagens.

Final Fantasy VII Remake-1
Reprodução/Square Enix

Para além da história básica – que tem início com Cloud ajudando o grupo Avalanche em sua missão de destruir um reator de mako – a versão Intergrade também traz a DLC INTERmission. Nela, jogamos com as personagens Yuffi e Sonon e temos um conteúdo bastante divertido, bem planejado e que expande bem o universo de Final Fantasy VII em uma reimaginação. Para além de expandir, o conteúdo cria expectativas para a continuação da história, o que traz uma sensação gostosa e gratificante por não estarmos jogando algo que pareça removido do lançamento base, mas sim, planejado para ser distribuído desta forma.

O que os jogadores de Xbox podem esperar de Final Fantasy VII Remake Intergrade é um jogo particionado, mas que funciona bem individualmente e traz uma narrativa marcante. Sem dúvida, é um jogo praticamente obrigatório para quem curte o gênero e uma ótima porta de entrada para quem não jogou o título em outras plataformas.

Gameplay moderna, mas clássica

Quem já jogou já deve saber, mas é válido comentar sobre a gameplay tendo em vista que o jogo está chegando para um novo público. Quando pensamos no gameplay do jogo original, temos muito claro na memória os combates em turnos e inimigos desafiadores. Mantendo o desafio e estratégia, a nova gameplays se mostra bastante evoluída e pronta para um novo público que busca mais dinamicidade. O Remake faz isso adicionando batalhas em tempo real, elementos de turno e uma boa gama de personalização com os diversos equipamentos e materiais disponíveis para serem equipadas.

Final Fantasy VII Remake-2
Reprodução/Square Enix

Começando pelos elementos de turno, a qualquer momento da batalha podemos selecionar ações que envolvem usar habilidades, itens e magias – também estendendo para os Limites e Summons quando carregados -, assim, percebendo o tempo in game de forma mais lenta. Também podemos alternar entre os personagens da party e assumir o controle durante o combate. Essas mecânicas aumentam o nível estratégico, pois são nesses momentos que a utilização correta das matérias permite explorar as fraquezas dos inimigos e tirar o melhor de cada equipamento.

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Reprodução/Square Enix

Fora os movimentos descritos anteriormente temos um combate dinâmico que carrega mais elementos de um action game. Por si só as mecânicas são divertidas, mas se fossem aplicados sozinhos – ignorando os elementos de turno – poderiam cair em uma repetição que é evitada pela mescla com as raízes de gameplay do jogo original. Os mini games também estão presentes e oferecem momentos muito divertidos. Quem nunca tentou chegar à primeira posição no lançamento de dardos no Seventh Heaven?

Chegada ao Xbox

A chegada ao de Final Fantasy VII Remake Intergrade ao Xbox Series e Nintendo Switch 2 mostra a efetivação da nova política de lançamento da Square Enix. Na minha opinião, um movimento acertado que leva seus jogos para um público mais amplo. Na franquia Final Fantasy esse movimento teve início com a chegada de Final Fantasy XVI e seus DLCs no Xbox Series.

Um ponto notável do porte dos jogos para outras plataformas está na questão de otimização. Enquanto que o próprio Remake foi criticado no PC por alguns problemas neste aspecto, também acompanhado pela mesma crítica em Final Fantasy XVI quando lançado no Xbox, a chegada de Remake nos consoles da Microsoft é mais sólida. Com bons gráficos e texturas mais definidas, assim, é possível perceber uma otimização caprichada, que não deixa a desejar para a versão de Playstation 5. Durante nosso gameplay não nos deparamos com bugs visuais grotescos ou problemas que atrapalhasse o avanço da campanha.

Assim como em sua versão de PC, os jogadores podem encontrar os seguintes itens na caixa de presentes:

  • Armadura: Bracelete de Midgar
  • Armadura: Bracelete da Shinra
  • Armadura: Braçadeira do Corneo
  • Acessório: Cinturão de Superestrela
  • Acessório: Cristal de Mako
  • Acessório: Brincos Seráficos
  • Matéria de invocação: Carbuncle
  • Matéria de invocação: Chocobo
  • Matéria de invocação: Cactuar

Vale a pena?

Final Fantasy VII Remake Intergrade deve fazer uma ótima estreia no Xbox Series não só por ter uma história marcante e gameplay que mescla o clássico com elementos de ação, mas também porque está bem otimizado para as novas plataformas. Na otimização se destacam suas texturas que tornam os ambientes mais detalhados e FPS estável, aumentando a imersão do gameplay. Mantendo a marca da franquia, a trilha sonora continua impecável! Sem dúvida é uma indicação certa e tem todos os elementos para aproximar ainda mais o público do Xbox dos novos jogos da franquia.

*Chave para review enviada pela Square Enix para Xbox Series

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Visual
Sonorização
Ambientação
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-final-fantasy-vii-remake-intergrade-chega-bem-otimizado-ao-xbox-seriesFinal Fantasy VII Remake Intergrade deve fazer uma ótima estreia no Xbox Series não só por ter uma história marcante e gameplay que mescla o clássico com elementos de ação, mas também porque está bem otimizado para as novas plataformas. Na otimização se destacam suas texturas que tornam os ambientes mais detalhados e FPS estável, aumentando a imersão do gameplay.