Desenvolvido pelo estúdio Tripearl Games e publicado pela Smilegate, The Player Who Can’t Level Up é um roguelike com uma premissa curiosa, divertida e que empolga em sua exploração e sistema de evolução. O título tem seu lançamento prevista ainda para 2026 para Xbox Sereis X|S, PlayStation 5 e PC (via Steam), chegando totalmente em português. nesta quinta-feira (23), uma demonstração foi liberada na Steam para todos os jogadores, porém recebemos o acesso antecipadamente para análise.

The Player Who - 1
Reprodução/Smilegate

Inspirações diferentes

Começando por sua narrativa, o game já traz um tom bem diferente por ser baseado em manhwas e web novelas sul-coreanas, o que adiciona elementos bastante únicos e característicos. Sobre sua narrativa em si, nos é mostrado que no mundo do jogo surgiu uma misteriosa torre da qual se abrem portais por toda a parte. Monstros também começam a emergir e ser uma grande ameaça ao mesmo tempo que seres humanos – agora chamados de “jogadores” – despertaram poderes para combatê-los. Um sistema rígido de castas baseado na evolução das habilidades foi estabelecido e guia essa nova ordem em todos, ou quase todos, sobem de nível.

Neste cenário, somos apresentados ao nosso protagonista, Kim Gikyu, que despertou seus poderes aos 18 anos. Porém, mesmo após cinco anos de batalhas árduas e treinamentos ele continua preso no nível 1. Até que um misterioso portal em que somente ele pode atravessar aparece, cabendo a Kim e suas espadas, Lou e El, descobrir os segredos guardados, quem sabe conseguindo sair do nível 1.

The Player Who - 3
Reprodução/Smilegate

Roguelike, mas com hack’n’slash

Com batalhas bem intensas e ação constante, The Player Who Can’t Level Up tem os elementos tradicionais de um roguelike no que diz respeito ao seu loop de gameplay. As lutas que iremos enfrentar já fogem um pouco do padrão ao abraçar o hack’n’slash e trazer golpes sequenciados mais ritmados e a utilização de habilidades com cooldown.

Ao todo, pelo menos na demonstração, temos quatro habilidade:

  • Bi: invoca um lobo que avança contra os inimigos;
  • Oberon: congela os monstros no tempo dentro de uma área e possibilita a criação de combos de golpes mais impactantes;
  • Hermes: acelera os movimentos e ataques de Kim;
  • Broomhead: cria um escudo que anula o próximo golpe tomado, liberando o dano em forma de explosão.
The Player Who - 2
Reprodução/Smilegate

O combate funciona bem e possui variações razoavelmente diferentes devido aos golpes das espadas e suas combinações. Porém, os inimigos se mostraram um pouco repetitivos, o que pode trazer um certo cansaço em muitas runs consecutivas. Também por se tratar de uma demonstração, os cenários têm potenciais de serem expandidos e com desafios que ocorrem de forma geral. Mesmo com essas impressões que podem soar negativas, a batalha é agradável e flui bem.

Agora, não é pelo protagonista não subir de nível que não melhoramos no jogo. A lógica está na melhoria das espadas que podem adquirir diferentes habilidades no lobby antes de entrar no portal, sendo os poderes melhorados durante a jogatina. Outra mecânica que traz um diferencial é a “erosão”, que quando dentro do portal é atingido o 100%, Kim passa a perder vida, assim, criando um senso de urgência.

The Player Who - 4
Reprodução/Smilegate

Durante a gameplay é divertida a interação entre os personagens Kim, El e Lou (que também são suas espadas).Por mais que se mostrem como armas, os dois possuem personalidades antagônicas, como o contraste entre luz e sombra, que também reflete nos tipos de seus ataques. Isso enriquece a história e coloca o jogo como um roguelike cativante também pelo seu background durante a gameplay.

Impressões da demo

The Player Who Can’t Level Up é um roguelike que foge da lógica esperada do gênero ao qual ele se classifica, o que é positivo e vai despertar a curiosidade de muitos jogadores. Seus visuais, ambientações e inspirações são bem trabalhados e apresenta mecânicas que podem tornar sua experiência marcante.

*Chave para análise recebida para PC (Steam) pela Smilegate