Final Fantasy VII Remake | Crítica – Final Fantasy VII Remake será lançado hoje e após muitos anos de espera os fãs vão poder conferir um material de primeira qualidade, com direito a uma chuva de referências com um toque de originalidade que revitaliza a história de uma forma para lá de positiva.

Revitalização de um clássico

A Square Enix enfrentou diversos desafios para fazer esse Remake se tornar uma realidade, como adaptar os diálogos, reinventar diálogos e tornar esse jogo, uma produção atemporal e agradável para todos os antigos e novos fãs da franquia.

O jogo não é um atrativo apenas para os que são fã do bom e velho Cloud, mas também para aqueles que gostam de um jogo de RPG, com lutas que exigem bastante paciência, estratégia e missões de busca.

Em troca do conhecido combate de turnos, o Remake expandiu a possibilidade trazendo duas novas versões de combate, a versão clássica que faz alusão a famosa luta por turno e a Normal que apresenta uma jogabilidade mais dinâmica e mais desafiadora.

A longa espera para essa reunião só não é perfeita, pois o jogo foi divido, porém fato esse que é compreensível. Para sanar a dúvida de muitos, o Remake é um jogo totalmente completo, com uma história incompleta e que certamente deixará todos os jogadores ainda mais ansiosos por essa continuação.

No jogo se resume apenas a acontecimentos gerais que ocorrem em Midgar, mas não pense que só por esse fato o jogo não te dará muito trabalho. No Remake acompanhamos Cloud e seus aliados da Avalanche em uma luta constante pela liberdade contra a megacorporação Shinra e durante o desenrolar da trama Cloud se recorda de momentos marcantes da sua vida.

Proteja sua honra… como um jogador

Nem tudo é resolvido com um botão! Diferentemente de Final Fantasy XV, no Remake nem tudo é resolvido apenas com um pressionar de botão. O jogo exige constantemente que o jogador observe os passos de seus inimigos e monte uma tática em um quebra cabeça entre as matérias que você vai desbloqueando e seus pontos para melhorar suas armas. O Remake conseguiu transformar o sistema icônico de turnos em brigas dinâmicas em tempo real com maestria.

O sistema exige também constantemente que você alterne entre os personagens disponíveis para enfrentar seus inimigos. Constantemente você se vê em um cenário onde tem que carregar suas barras de ATB para usar habilidades únicas de armas, feitiços equipáveis e itens.

O jogador ao pressionar o menu de comandos o tempo fica mais lento, permitindo que você selecione confortavelmente todas as ações para sua equipe durante o combate.

Final Fantasy VII Remake crítica

Apesar de personagens terem suas características já enraizadas, como por exemplo Tifa com a sua velocidade, Aerith com seu magia e Cloud com sua força bruta, nem todo vai se resumir a apenas apertar o botão quadrado, pois isso certamente vai fazer com que você esgote seus pontos de magia tento que utilizar suas poções e curas, até que você se esgote e morra.

Os inimigos têm um medidor de atordoamento que quando se esgota, o inimigo fica completamente atordoado criando a oportunidade de ataque em massa. As reviravoltas de combate são bem inteligentes, e isso faz com que cada inimigo também tenha um medidos oscilante de atordoamento, tornando o combate mais desafiador e exigindo mais planejamento do jogador.

As armas são atualizáveis e apresentam uma flexibilidade enorme para que o jogador consiga montar seu plano da melhor maneira possível. O jogo da oportunidade para que o jogador equipe qualquer matéria em qualquer um dos personagens disponíveis, exceto o RED 13 (Nanaki) que infelizmente não é um personagem jogável nessa primeira parte.

Um jogo completo, com uma história incompleta (e com um bom final)

O Remake além de recriar diversas seções de Midgar fazendo alusão ao jogo de 1997, também trouxe novas oportunidades para personagens que nós já conhecemos, e não se preocupe, se você é um jogador novo, você também será introduzido a trama da melhor forma possível.

Ao decorrer da história o jogo apresenta pistas sobre o futuro e também explicações sobre a trama e seus personagens. Vale ressaltar que os diálogos dos cidadãos das cidades muita das vezes é curioso (tem até Sephiroth fazendo referência a frase icônica do personagem Scar de O Rei Leão) e até mesmo enriquecedor, ele te guia principalmente nas missões secundárias além de explicar curiosidades sobre a essência do mundo de Final Fantasy VII.

Final Fantasy VII também trouxe novos ares a certos personagens como por exemplo, pudemos ver que Wedge é apaixonado por gatos, conhecemos a mãe de Jessie e mais sobre seu passado, vimos um lado ansioso de Biggs e até mesmo adentrar em bairros de Midgar que são cheios de vida, ruelas, ITENS e músicas.

Não é porque o Remake fez adições que ele deixou de ter a essência de Final Fantasy VII, muito pelo contrário como foi o caso de uma missão em que você está com a Tifa, Barret e Cloud e tem que desligar gigantescas lâmpadas solares que fornecem luz às favelas de Midgar dando ainda mais impacto nas ações do grupo Avalanche.

Final Fantasy VII Remake crítica

Muitas dessas adições elevaram o material original, porém algumas se tornaram muito maçantes, principalmente ao meio do jogo. Você é designado a todo momento a atravessar vias, esgotos e cidades que são um pouco distantes uns dos outros e nada torna ainda mais cansativo do que a todo momento você se deparar com inimigos que você já enfrentou uma dezena de vezes (sem mesmo ter salvado o jogo).

Missões secundárias também foram um agravante nessa experiência, enquanto algumas são totalmente enriquecedoras para trama, outras nem tanto como por exemplo esbarrar com estranhos quando você chega em uma cidade em que você quer explorar e logo eles te pedem para que faça algo mais aleatório possível. Como matar alguns ratos, atender a um pedido de uma professora para que você procure as crianças perdidas (mais de uma vez), achar músicas perdidas e etc.

Aqui vai uma dica, se você visa platinar o jogo é uma importante que você se recorde das localizações das portas com o logo do Don Corneo e sempre se lembre também de falar com a pessoa que lhe passou a missão mais de uma vez, pois ela te dará dicas sobre o local. E não pense em pular essas missões, pois elas lhe darão muitos GILS e muitos equipamentos imprescindíveis para lutas ocasionais.

A Square notavelmente quis preencher seu game, sem alterar a sua trama e isso refletiu diretamente no novo personagem Roche, apesar de ser apresentado de uma maneira notável e bem extravagante como é o personagem, te deixa com um gostinho de querer rever esse personagem mais vezes ao longo da trama, porém isso não acontece.

Midgar foi suficiente!

Quer dizer… foi suficiente, porém queremos mais, certo? Acho que a maior preocupação para todos os fãs era que Midgar não fosse suficiente, porém o jogo se apresentou completo, com uma trama incompleta e um final para lá de épico.

A Square Enix de fato fez um excelente trabalho fazendo com que o jogo parecesse ter uma história bem maior, do que de fato tem. Isso sem dizer da exploração bem feita dos personagens e suas características e crescimentos ao longo da trama, coisa como o caso de Cloud, um mercenário de coração frio e com um comportamento social muito desajeitado e que foi se descobrindo e longo da trama e aprendeu a apoiar seus amigos de seu próprio jeito.

Apesar do game apresentar mais facetas dos personagens, ele também presta referência a diversos personagens que os fãs da franquia já conhecem, o que pode se tornar um pouco incompreensível para os novos jogadores, porém nada que seja fatal, apenas a perda do impacto emocional. Muitas novidades também são totalmente novas como os adversários encapuzados que são complicados e confusos, independentemente da sua experiência anterior.

Final Fantasy VII Remake crítica

Embrace Your Dreams

Abrace os seus sonhos e tenha fé que a segunda parte sairá logo. E por falar em abraçar sonhos prepare-se que esse Remake vai te fazer chorar (mais de uma vez). Seja com cenas referentes a aparições de personagens passados ou até mesmo o novo relacionamento entre os personagens.

Um fato que foi muito bem desenvolvido e divertido de se ver, foi a relação de amizade entre a Tifa e a Aerith que apesar de terem o mesmo interesse romântico (e sempre tentarem tirar uma casquinha) ainda prezam pela a amizade que foi construída.

Apesar dessa “reunion” não ter saído, você vai poder se encontrar com velhos conhecidos e ter uma experiência de primeira qualidade, com combates dinâmicos e que às vezes te tirarão do sério, uma variedade de inimigos e trechos novos de uma velha história que enriquecem ainda mais toda a trama de Final Fantasy VII embaladas por uma trilha sonora totalmente revitalizada.

Key para review: Cedida pela Square Enix

REVER GERAL
Direção
Design
Trilha Sonora
Jogabilidade
Enredo
Thai Spierr
Crítica, criadora de chocobo e consumidora de animes e games em tempo integral. Especialista em estudos sobre acessibilidade e classificação etária em jogos
final-fantasy-vii-remake-criticaA Parte 1 mostra para os jogadores que Midgar foi suficiente! Apesar dessa “reunion” não ter saído, você vai poder se encontrar com velhos conhecidos e ter uma experiência com combates dinâmicos, uma variedade de inimigos e trechos novos de uma velha história que enriquecem ainda mais toda a trama de Final Fantasy VII embaladas por uma trilha sonora totalmente revitalizada.