Battle Train: Crítica — Você já se imaginou completamente vidrado em um jogo que mistura trens e cartas? Pois essa é exatamente a proposta de Battle Train, um roguelike estratégico onde você precisa montar táticas e gerenciar recursos para derrotar seu rival… dentro de um programa de TV.

Desenvolvido pela Nerd Ninjas em parceria com a Terrible Posture Games, e distribuído pela Bandai Namco, Battle Train surpreende ao esconder um sólido deckbuilder com elementos de estratégia por trás de um tutorial simples e carismático.

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Reprodução/Bandai Namco

Gameplay

O jogo se passa em um reality show maluco onde condutores usam seus trens para destruir os postos avançados do oponente, causando danos por meio de colisões explosivas.

Cada posto possui uma barra de vida, e cabe ao jogador montar a melhor estratégia possível para ir minando lentamente o inimigo. O combate gira em torno da construção eficiente de trilhos, que permitem o avanço do seu trem, além do uso tático de sabotagens. Tudo isso acontece enquanto você administra um baralho, que é o verdadeiro coração do jogo.

Dependendo do seu estilo de jogo, as cartas podem parecer até infinitas, já que há diversas formas de usá-las: posicionando trilhos, ativando habilidades especiais como explosivos ou barreiras, e muito mais.

Mas claro, tudo tem um custo: cada ação consome pontos de ação, e quando eles acabam, seu turno termina, dando lugar ao movimento do oponente.

Reprodução/Bandai Namco

História

Acredite se quiser, Battle Train tem uma história — e para o estilo do jogo, ela é surpreendentemente bem feita. A trama se desenvolve dentro de um reality show ferroviário, e a estética do game chama bastante atenção, com animações bem dirigidas que lembram desenhos do Cartoon Network ou até videoclipes de bandas de rock alternativo.

A narrativa segue um tom leve e descontraído do início ao fim, o que ajuda a criar um universo simples, mas cativante. Vale a pena jogar só para conhecer os personagens e ver como tudo se encaixa nesse mundo excêntrico.

Pontos Positivos e Negativos

Um dos grandes destaques do jogo é como ele incentiva o jogador a ser criativo e objetivo. No entanto, mesmo após o tutorial e algumas horas de jogo, é possível ficar preso em certos combates. Em lutas mais equilibradas, você e o inimigo podem travar uma disputa quase infinita, sem que nenhum consiga evoluir ou vencer.

Apesar disso, o game brilha na variedade de builds disponíveis. Há uma quantidade enorme de cartas e upgrades, e visitar os vendedores é essencial para melhorar suas habilidades e turbinar seu trem.

Veredito

Battle Train é uma proposta ousada e divertida, que pode surpreender até quem subestima seu visual cartunesco. Com mecânicas bem pensadas, o jogo oferece inúmeras possibilidades estratégicas que mantêm o gameplay fresco e viciante.

A história pode ser bobinha, mas isso não é um problema: o foco está mesmo na fórmula roguelike, que aqui funciona muito bem. Com personagens carismáticos e um estilo visual próprio, o jogo tem charme de sobra.

Se você busca uma experiência estratégica que não consuma horas do seu dia, Battle Train pode ser a chave do sucesso.

Vale lembrar que o game será lançado em 18 de junho, para Nintendo Switch e PC, via Steam.

REVER GERAL
Gameplay
Trilha sonora
História
Direção de arte
Acessibilidade
Luis Nascente
Apresentador do canal Lulu Checkpoint e do podcast Café com Nerdice, formado em marketing, fanboy da Square e nerdão dos animu!
critica-battle-train-surpreende-como-um-deckbuilder-ferroviarioBattle Train é um jogo roguelike estratégico que mistura batalhas com cartas e trens em um reality show caótico. Com uma estética cartunesca e mecânicas criativas, o jogador deve montar trilhos, gerenciar um baralho de cartas e sabotar o oponente para destruir seus postos avançados. Apesar de parecer simples à primeira vista, o game surpreende pela profundidade tática, variedade de builds e charme visual. Ideal para quem busca estratégia rápida, divertida e com personalidade.