O beta fechado de Killer Inn, da Square Enix, aconteceu no último fim de semana (25 à 28 de julho), revelando um jogo de mistério e ação que coloca 24 jogadores em uma luxuosa — e letal — partida de gato e rato.
Durante os quatro dias, os participantes adentraram os corredores ornamentados de uma mansão gótica, onde a confiança é um luxo e cada sombra pode esconder um assassino. A premissa é simples e cativante: os jogadores são divididos entre Lobos, encarregados de eliminar silenciosamente os Cordeiros – já estes devem desmascarar os assassinos ou fugir antes que o tempo acabe.
A convite da Square Enix, a equipe do Mega pôde conferir o game em primeira mão – confira nossas primeiras impressões.
Uma mansão de paranoia
Logo na entrada do beta, o jogo estabeleceu uma atmosfera carregada de paranoia. A mansão imponente — labiríntica e repleta de comerciantes, baús e itens escondidos — transformou-se em palco para estratégias meticulosas e caos frenético.
Diferente de jogos de dedução social tradicionais, Killer Inn troca votações passivas por ação visceral. Quando um corpo cai, um alerta ecoa pela mansão, atraindo todos ao local. Ali, os Cordeiros buscam pistas — um fio de cabelo, fragmento de tecido ou impressão digital — deixadas pelo Lobo.
Essas pistas são integradas de forma engenhosa, reduzindo suspeitos por meio de marcadores na interface que aumentam a tensão a cada descoberta. Mas cuidado: Cordeiros que atacam aliados por engano sofrem petrificação instantânea, uma penalidade severa que exige cautela.

Caos social e ressalvas
O jogo brilha no dinamismo social. O chat de voz por proximidade, com áudio 3D, transforma encontros em trocas eletrizantes. Alianças sussurradas em salas trancadas ou acusações públicas nos corredores criam momentos de puro teatro, evocando a emoção de uma festa de mistério ao vivo. Mas isso também revela um desafio: o sucesso depende de jogadores imersos na arte do engano. Sem participação ativa, a magia pode desvanecer.
Embora o loop principal — coletar pistas e enfrentar violência súbita — seja envolvente, o beta expôs arestas a serem aparadas. Missões secundárias parecem subaproveitadas, muitas vezes reduzindo-se a tarefas repetitivas que alongam a partida sem gerar suspense. O combate também carece de polimento: tiros e ataques corpo a corpo podem parecer travados, e “fogo amigo” durante confrontos caóticos gerou frustração.
A sequência de fuga final — onde Cordeiros correm para levantar âncoras no porto enquanto Lobos emboscam — trouxe clímax explosivos, mas também questões de equilíbrio. Nas primeiras sessões, os Cordeiros dominavam, sugerindo que Lobos talvez precisem de mais recursos ou conhecimento do mapa para brilhar.

O que esperar
Apesar das ressalvas, a ambição de Killer Inn é inegável. A mistura de investigação forense, progressão de personagens estilo RPG e combate direto cria uma experiência social única e caótica.
Se a Square Enix aprimorar o combate, aprofundar as missões e cultivar sua comunidade, o jogo pode se tornar um marco no gênero. Por ora, o beta prova que o assassinato nunca foi tão divertidamente estressante.

Killer Inn estará disponível para PC via Steam ainda em 2025, mas sem uma data exata confirmada até o momento.
*Artigo escrito com chave para PC cedida por Square Enix









