Apresentando um estilo de animação marcante e que remete diretamente à animes clássicos em relação a estilo, Wander Stars foi lançado em 19 de setembro para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC (via Steam) e Nintendo Switch. Desenvolvido pela Pappel Castle Games e publicado pela Fellow Traveller, o game traz mecânicas divertidas com seus turnos em que palavras são seus golpes!

De volta aos anos 90

Logo no início de sua narrativa, o jogo o título já se mostra uma aventura charmosa, com uma animação de impressionar e muitas referências ao animes dos anos 90 em seu título e abertura. Essa estética se mantém durante todo o jogo e é muito útil para trazer uma identidade e interesse no jogador, também trazendo um ar leve e interessante a história.

Como protagonista temos Ring, uma jovem criada pela avó e determinada a participar de um grande torneio de lutas marciais. Sua jornada muda quando Ringo conhece Wolfe, um lobo trapaceiro que tenta roubar a garota, mas se torna seu companheiro na aventura, que vai se estender para muito além de sua terra natal.

Já é mostrado desde a cena de abertura que a história abraça o absurdo com golpes espalhafatosos, reações exageradas e personagens bem atípicos quando falamos de um mundo humano. A consistência na construção de seu universo passa verdade e transforma os elementos abordados em gancho forte para engajar na proposta.

Wander Stars - 4
Reprodução/Fellow Traveller

Trilha sonora

Se a narrativa e o visual são bons e se complementam de forma a criar uma ambientação única, o falar da trilha sonora? Composta por Marcor Villarejo “Sayth Vashra”, a parte musical é um dos elementos que complementam – e se destaca – de forma marcante a experiência em Wander Stars. Entre as músicas estão orquestrações e trilhas que mostram a influência de blues e jazz, lembrando animes como Cowboy Bebop, que aplica o gênero musical com excelência.

Porém, durante a gameplay a trilha sonora sofre certas interrupções que podem quebrar o ritmo e imersão. Quando estamos em momentos de transição, identificamos trechos em que a troca de contexto é precedida pela ausência da música, ausência essa que acaba se estendendo para a cutscene e deixa os diálogos sem efeitos sonoros. Mesmo sendo um problema que não afete a experiência como um todo, é incômodo.

Wander Stars - 1
Reprodução/Fellow Traveller

Batalha de palavras

Em Wander Stars temos embates baseados em palavras! Sim, isso mesmo! Quando entramos na luta devemos selecionar o nosso ataque e seu impacto se dá de como ele é descrito. Por exemplo, podemos usar um soco de fogo forte, ou até mesmo um soco de fogo forte especial. Basicamente, combinamos o nome do golpe com sua sequência de adjetivos, o que resulta no seu dano total.

Essa mecânica é divertida e dá possibilidades bastante amplas e estratégicas, já que devemos analisar a que os inimigos são mais vulneráveis e quais seriam as melhores combinações para anexar as opções de Ringo. Ao longo da aventura iremos ganhar novas palavras e aumentar os espaços para carregá-las, o que traz ainda mais opções com o avançar da história.

Wander Stars - 3
Reprodução/Fellow Traveller

Complementar a sua estrutura de batalha, temos o funcionamento das fases e mapas para a exploração. Se mostrando na forma de um tabuleiro, vamos nos movendo por cada ponto e desvendando o que nos aguarda, pois podem conter diálogos com outros personagens, tesouros e melhorias. Os pontos em que ocorrerão lutas estão bem explícitos aos serem representados por uma mão fechada rosa, ajudando o jogador a se estruturar e caçar melhorias antes de enfrentá-las.

Muitas das lutas não são obrigatórias, mas boas de serem feitas por trazer diversos benefícios, como novas palavras e itens. Os embates de forma geral são desafiadores e pedem uma leitura correta do inimigo e quando usar seus ataques ou usar as palavras para se defender, como quando usamos o “block” acompanhado de outros adjetivos para ganhar a maior quantidade de escudos possíveis.

Vale comentar que ao terminar uma fase ela pode ser rejogada no Modo Desafio. Isso não só aumenta a rejogabilidade permitindo testar novas estratégias, mas também permite o acúmulo de pontos e novas melhorias que podem ser levados para a história normal e beneficiar o jogador em relação a dificuldade.

Wander Stars - 2
Reprodução/Fellow Traveller

Veredito

Jogar Wonder Stars foi uma surpresa e extremamente divertido! Além de um visual animado muito caprichado que torna o jogo imersivo e agradável, também temos elementos de gameplay que o torna único. Suas fases são rápidas, rejogáveis e mesmo que tenha a questão da interrupção da música em alguns momentos, sua trilha sonora é tão marcante quanto de um bom anime da década de 90!

* Chave para análise enviada para Nintendo Switch pela Fellow Traveller

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Visual
Sound track
Animação
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-wander-stars-tem-o-espirito-dos-anos-90-em-sua-animacaoJogar Wonder Stars foi uma surpresa e extremamente divertido! Além de um visual animado muito caprichado que torna o jogo imersivo e agradável, também temos elementos de gameplay que o torna único. Suas fases são rápidas, rejogáveis e mesmo que tenha a questão da interrupção da música em alguns momentos, sua trilha sonora é tão marcante quanto a de um bom anime da década de 90!