Já anunciado desde de 2025, The Blood of Dawnwlaker foi um daqueles jogos que chamou atenção e conseguiu criar uma grande expectativa. Desenvolvido pelo estúdio estreante Rebel Wolves e com publicação da Bandai Namco, o game foi lançado em 02 de setembro para as plataformas Xbox Series X|S, PC (via Steam e GOG) e PlayStation 5.

Como proposta principal o jogo visa ser um RPG que permita escolhas impactantes e uma experiência bastante livre aos jogadores. Claro, além de seu gênero e temática vampírica, o que também chamou atenção e ajudou no hype, foi o fato dos desenvolvedores que trabalharam na idealização e execução do projeto já terem atuado em grandes jogos da CD Projekt Red como The Witcher 3.

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Reprodução/Bandai Namco

As comparações são inevitáveis. Entretanto, Dawnwalker consegue encontrar seu espaço na utilização de elementos em comum para ações RPGs e implementar mecânicas bastante criativas e que de forma geral funcionam bem para o propósito do título.

Será quebo jogo conseguiu cumprir as expectativas? Vem conferir nossa análise e saiba mais dos elementos apresentados no game!

Narrativa

The Blood of Dawnwalker se passa em uma região chamada Vale Sangora, na Europa, localizada temporalmente no século XIV. Como já é mostrado logo na cena introdutória, a região está sendo afetada por uma doença letal e transmissível, o que faz o Rei matar todos os infectados. Tentando salvar sua irmã, conhecemos Coen, o protagonista da aventura, que é salvo por um grupo de vrakhirs liderados por Brencis.

Porém, o grupo não só salva Coen e sua irmã, mas sim o Vale todo e fornece seu sangue como uma forma de “cura”. A cura tem como contrapartida a realização de missas para que a população use seu sangue para também alimentar os vrakhirs. Neste contexto, alguns anos se passam e começamos a acompanhar a vida de Coen e sua família.

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Reprodução/Bandai Namco

A situação se complica quando a mãe de Coen não está mais em condição de ceder seu sangue e acaba sendo morta pelos vrakhirs em uma das missões. Depois deste e outros acontecimentos, Brencis ataca a vila que Coen e sua família moram, levando-os para serem sacrificados. No processo, nosso protagonista é transformado em um vrakhir, mas por não obedecer Brencis, é empalado em uma árvore para morrer com o nascer do sol.

Neste momento, Coen volta a ser humano e se mostra um dawnwalker, um criatura que é humano durante o dia e vrakhir a noite. Com 30 dias para salvar sua família, Coen terá que escolher aliados e decidir quais caminhos tomar.

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Dado o que foi dito anteriormente, a história tem um ritmo um pouco lento no primeiro capítulo, com duração de quase uma hora caso o jogador explore e faça algumas missões antes de todo o caos se agravar. Entretanto, é um início que se mostra necessário não só para apresentar mecânicas básicas, mas também para explorar as motivações e vínculos de Coen.

Passado o início mais lento, a narrativa toma a velocidade que o jogador desejar pela disponibilidade das missões. Os personagens secundários são bem trabalhados e os eventos que acontecem no Vale Sangora vão ganhando mais impacto com uma boa progressão. Assim, sendo um jogo que já te fisga pelo tanto que consegue apresentar um mundo curioso e que dá vontade de explorar, saber seus segredos e criar conexões com as pessoas e criaturas que encontramos no caminho.

Gameplay

Quando o assunto é gameplay, The Blood of Dawnwalker segue elementos comuns de actions RPG de mundo aberto, porém extrapolando suas mecânicas de combate e combinações de habilidades do personagem. Por ser um dawnwalker, Coen é um humano durante o dia e um vrakhir durante a noite, o que traz diferenças significativas na sua forma de agir. Mecanicamente isso reflete em um combate focado em luta de espadas e uso de “mágicas” – mostradas como recursos de bruxarias – durante o dia; enquanto a noite temos também a luta de espadas, mas combinada com os poderes vampíricos.

Entre as habilidades mostradas durante o dia, a bruxaria permite reviver os últimos momentos de cadáveres para obter informações na investigação de cenas, infligir dano nos inimigos, entre outras habilidades que se mostram bem eficientes. Durante a noite, Coen pode consumir o sangue de inimigos, usar ataques especiais conforme avança o nível de consumo de sangue, entre outras habilidades. Além disso, sua forma vrakhir pode explorar o mapa na forma de lobo e a verticalidade da cidade ao andar e deslizar pelas paredes.

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Cada uma das linhas – espadachim, bruxo e vrakhir – apresentam árvores de evolução separadas e habilidades mais avançadas que também consomem tempo para serem adquiridas, não só pontos de experiência ganhos ao subir de nível. Mesmo parecendo bastante amplos, a evolução geral do personagem segue de forma bem linear e não possibilita diferentes builds. Devido à mecânica de dia e noite, assim variando a forma do protagonista, temos uma expansão pela habilidade de vrakhir e bruxaria não jogarem em conjunto.

O combate de espadas é bastante divertido e consegue encontrar um diferencial ao utilizar o sistema de bloqueios e ataques direcionados. Claro, você pode optar por um bloqueio mais genérico, mas que consumirá maior quantidade da postura do seu personagem. Ao utilizar o bloqueio/ataque direcional o combate fica mais cadenciado e divertido, permitindo encontrar pontos fracos para ataques críticos e bloqueios que proporcionam maiores brechas na defesa inimiga. A variedade de armas e armaduras não são muitas e focam em espadas na grande maioria.

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Tal qual as armas, os inimigos não são extremamente variados e giram em torno de figuras humanoides em sua grande maioria. Entre os mais comuns estão humanos de diferentes tamanhos e força, também sendo encontradas criaturas sobrenaturais – como espectros – e animais selvagens. O grande diferencial fica por conta dos chefes que trazem mecânicas de combates únicas e encontros marcantes. Com designs muito bem trabalhados, entra em cena a liberdade que possibilita encontrá-los em diferentes situações, o que proporciona diferentes diálogos e combates emocionantes.

Parte do que impacta nas batalhas comentadas acima e na nas suas andanças pelo mapa é o seu grau de “Infâmia”. Ao realizar certas missões que prejudicam a corte de Brencis, os líderes começam a conhecer mais do protagonista e entrando no combate com diferentes graus de fúria. A mecânica de infâmia também influencia na agressividade e presença dos guardas, o que torna as escolhas das missões mais importantes dentro do que é proposta no jogo, além de carregar um impacto narrativo.

Impacto do tempo e escolhas

A mudança do tempo foi um dos pontos que chamou a atenção desde o anúncio de The Blood of Dawnwalker. Entretanto, quando vemos sua execução ela funciona parcialmente, pois apresenta um impacto positivo na gameplay e um neutro quando falamos em caminhos narrativos. Ou seja, o tempo que poderia trazer urgência é suficiente para realizar a maior parte das missões importantes, sem a necessidade de ponderar se realizar uma missão ou outra irá te impedir de seguir uma linha narrativa mais específica.

Como já falado quando comentamos da gameplay, e unindo com o parágrafo anterior, a mudança do dia para a noite altera a forma e habilidades do protagonista. Com seus novos poderes ele pode realizar missões exclusivas para os períodos do dia ou noite, bem como diferentes abordagens para uma mesma missão.

Um dos melhores exemplos é a missão que se passa na catedral da cidade de Svartrau. Se realizada de dia teremos diálogos específicos e limitações espaciais. Já se realizada a noite, podemos encontrar uma das chefes do jogo logo de cara, optando por enfrentá-la ou fazer uso dos poderes para passar despercebido. Tais opções tornam a mecânica de tempo interessante e instigante, mesmo que o seu propósito narrativo fique um pouco de lado.

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Visual e desempenho

Aqui no Mega, jogamos o título no Xbox Series, que não apresentou bugs ou problemas técnicos durante a review. O game mostrou-se bem otimizado, com frames estáveis e um visual bem trabalhado em seus detalhes. Sua construção de mundo é um destes pontos de capricho ao trazer um mapa de bom tamanho e com marcos que estimulam a exploração, inclusive sendo a visita aos pontos mais ermos do mapa missões compensatórias e divertidas para entender de forma mais aprofundada o que se passa e a origem do Vale Sangora.

O mundo do jogo é vivo e entre os pontos de destaque encontramos localidades para missões secundárias e batalhas contra animais, o que reforça a vivacidade. Em relação à parte sonora temos um show à parte. As músicas e efeitos sonoros são responsáveis por boa parte da imersão e reforçam de forma sólida a ambientação.

Veredito

The Blood of Dawnwalker é um ótimo action RPG que traz mecânicas interessantes de gameplay, história cativante e bem construída. Sua gameplay é marcante e consegue ser variada quando pensamos nas combinações de poderes unidas à passagem do tempo. É um daqueles títulos que podem ser indicados facilmente e vai valer demais o seu tempo!

*Chave para análise enviada para Xbox Series pela Bandai Namco

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Visual
Ambientação
Sonorização
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-the-blood-of-dawnwalker-impressiona-e-corresponde-as-expectativasThe Blood of Dawnwalker é um ótimo action RPG que traz mecânicas interessantes de gameplay, história cativante e bem construída. Sua gameplay é marcante e consegue ser variada quando pensamos nas combinações de poderes unidas à passagem do tempo.