Já lançado no PC (via Steam) em novembro de 2024, Song of Silence fez a sua estreia nos consoles Xbox One, Xbox Series X|S, PlayStion 4 e PlayStation 5 em junho de 2025. O game é desenvolvido e publicado pela Chimera Entertainment e traz um combate tático baseado em turnos e que adiciona elementos de cartas com comandos na hora da ação. Confira nossa análise de God of weapons
Campanha e modos de jogo
Song of Silence apresenta um forte elemento narrativo, sendo as escolhas feitas em seu caminho elemento determinante para como a história irá seguir. Assim, quando falamos no modo campanha, o jogador assume o protagonismo com a Rainha Lorelai, cujo objetivo é encontrar um novo território seguro para sua população. No caminho encontraremos aliados e poderemos interagir com outras nações em busca de ajuda, aumentando os exércitos e combatendo o mal que assola o continente.
A história em si é bastante interessante, já sendo passado um background da região e seus reinos logo na introdução do jogo. Isso poupa o tempo do jogador que já entra mais rapidamente nas propostas das 8 missões disponíveis. Além de possuir diferentes dificuldades que trazem mais complexidade à questão estratégica, os mapas também apresentam missões secundárias e segredos para serem descobertos.
Estes conteúdos enriquecem a gameplay e tornam a exploração bastante divertida e curiosa, podendo beneficiar bastante a campanha principal. Já caso o jogador queira algo mais casual,o game também apresenta o modo de jogo por cenários, que foca na questão de estratégia e deixa de lado a questão da narrativa.

Gameplay inspirada
A gameplay apresenta elementos clássicos de jogos de estratégia baseado em turnos, sendo a movimentação geral do mapa lembrando o que vemos na franquia Civilization. Entretanto, tanto na movimentação geral quanto nas batalhas, temos a adição de novos elementos que trazem maior complexidade e elaboração no que diz respeito à jogabilidade.
Começando pelo mapa em geral, os jogadores terão uma quantidade limitada de passos, sendo cada herói com uma quantidade que lhe é característica. Ao longo da jornada podemos agregar novos personagens e seus exércitos, assim, possibilitando uma movimentação ampla por diferentes partes do mapa. Ao longo do caminho iremos encontrar vilas, cidades e outras construções tomadas por inimigos, podendo batalhar e conquistar para ter pontos de apoio na criação de unidades.

Ao entrar em uma batalha seremos levados para uma tela com o campo e o posicionamento de nossas unidades. A luta funciona de forma automatizada e pode ser influenciada por cartas que representam as ações de comando dos heróis. Cada um dos personagens possui suas próprias cartas e level, evoluindo de forma independente um do outro, bem como desempenhando funções diferentes no mapa geral. Por exemplo, um dos personagens iniciais pode tomar pontos inimigos e reconstruí-los para servir como suporte do reino do jogador, enquanto a Rainha Lorelai pode criar acampamentos durante suas explorações.
Essas mecânicas funcionam bem e deixam uma sensação de limitadas quando falamos de consoles devido ao controle. Teclado e mouse parecem mais adequados devido a liberdade e simplificação dos comandos. A conversão para os controles ficaram bem feitas, mas causa um estranhamento inicial natural de quando pensamos em jogos de turno que exigem seleção de tropas mapeado para um controle mais compacto e “travado” em relação aos periféricos do PC.

Visual único
A questão visual chama bastante a atenção. Não somente somente pelos seus bons gráficos, mas também pelas cores vibrantes e desenhos bastante característicos. Seja os inimigos, os diálogos e artes usadas nas cartas, todos apresentam um bom design e parecem encontrar o tom correto do jogo: algo sério e dramático, mas sem deixar de lado a parte solar que uma fantasia mais tradicional propõe.
Quando pensamos em referências, já citadas na gameplay, e na escolha visual, temos uma combinação que traz uma unicidade ao jogo, tornando-o distinguível e memorável.

Veredito
Song of Silence é um jogo que surpreende pela sua narrativa intrigante e personagens carismáticos. Claro, a direção de arte colabora muito para agrupar elementos narrativos e gameplay, que também se mostra divertida, estratégica e com os desafios de comandos esperados ao trazer um jogo com controle de tropas para os consoles.
Por ser em turnos, a gameplay se torna um pouco mais lenta, porém é um daqueles títulos que uma vez imerso em sua narrativa e desafios, o jogador não verá as horas passar. Sem dúvida, é uma indicação certa!
*Chave para análise enviada para Xbox Sereis pela Chimera Entertainment









