Misturando elementos da cultura greco-romana com sci-fi, Somber Echoes foi lançado em 08 de julho de 2025 para Xbox Series X|S e PlayStation 5, já estando disponível desde janeiro deste ano para PC (via Steam). O game foi desenvolvido pelos estúdios Rock Pocket Games e Lav Games com publicação da Bonus Stage Publishing.
Sabendo utilizar as habilidades da protagonista para explorar a verticalidade dos cenários, o game coloca o jogador em um cenário caótico e cheio de boas ideias de gameplay! Vem conferir nossa análise!
Clássico, mas futurista
A narrativa de Sober Echoes tem como base o conflito de duas poderosas irmãs que comandavam a nave espacial Atromitos. Devido a rituais e grupos divergentes um conflito foi iniciado, o que causou não somente a invasão da espaçonave por monstros, mas também trouxe embates entre os próprios habitantes. Logo no início vemos uma força misteriosa resgatando Adrestia, nossa protagonista, dos escombros para combater o que foi despertado.
Agora, no comando da personagem, devemos impedir que a irmã gêmea, chamada Harmonia, atinja seus objetivos de levar o caos iniciado na nave ao universo. Na procura por respostas iremos explorar a gigantesca nave e combater os diversos inimigos para recuperar o poder e ficar cada vez mais forte para o embate final.

Tanto na história quanto na parte visual do jogo é possível ver as influências da cultura greco-romana. Seja pelas estruturas arquitetônicas dos mapas ou pelas referências mitológicas abordadas. A utilização destes elementos enriquecem a trama e sem dúvida ajudam a imergir na temática proposta.
A combinação de mitologia clássica com sci-fi ficou adequada e explorou bem os contrastes que se podem esperar entre crença e tecnologia. Mesmo não sendo o foco, é interessante colocar sobre este contraste o olhar de como a utilização cega, sem compreensão e gananciosa de poderes pode levar ao encontro destes pontos e levar a situações catastróficas.
Dito isso, a história progride bem e prende a atenção em meio a um tema bastante comum, mas bem trabalhado. Quando algo deve ser transmitido aos jogadores são mostrados em telas estáticas, como quando encontramos sobreviventes ou outros personagens relevantes. O jogo não possui extensas cutscenes, o que remete aos metroidvanias clássicos e exige um pouco mais de leitura do jogador.

Combate bom, mas …
Como é esperado de um metroidvania, Adrestia possui diferentes armas e consegue explorar o mapa de forma ampla tanto horizontalmente quanto verticalmente. Os comandos básicos são funcionais e a gameplay é diferenciada dos demais jogos do gênero pelo uso de perry, além do bloqueio mais tradicional, e do poder de usar um ponto de energia para chegar a plataformas mais altas.
O perry é funcional de forma consistente e exige precisão em sua ativação. Quando ativado corretamente é recompensador, pois aumenta a janela de ataque nos inimigos, assim, eliminando-os mais rapidamente. Já o uso da energia se mostra uma extensão do pulo, permitindo que o jogador pare no espaço e seja arremessado para a direção desejada, também podendo navegar com paredes carregadas com a mesma energia.
Por mais que as habilidades tragam elementos novos ao gameplay e deixe a exploração mais divertida, o combate deixa um pouco a desejar quando o quesito é impacto. Isso porque, seus ataques são desbalanceados em relação aos inimigos e faz com que ao tomar um golpe Adrestia seja arremessada por uma distância maior. Quando falamos de combates em plataformas isso é um problema.

Visual e movimentação
Visualmente o jogo é bastante bonito, polido e os cenários são bem detalhados. O level design é bem trabalhado, mostrando ao jogador as possibilidades de caminhos sem precisar explicitar de forma gritante o que é possível ou não explorar. Assim, juntamente com a parte sonora, que ambienta bem o jogo, temos uma abordagem temática e de navegação boa e imersiva.
Toda a plasticidade do cenário é repetida na personagem e sua movimentação. Infelizmente, o design da protagonista não segue os mesmos visuais inspirados dos inimigos, sendo seus movimentos transmitindo uma sensação de peso extra que os tornam robóticos e pouco naturais.

Veredito
Somber Echoes é divertido e implementa de forma competente mecânicas básicas de metroidvania com novos elementos que ampliam a navegação pelos cenários. Mesmo com problemas no gameplay, ele é funcional e fácil de se acostumar com o peso do personagem, sendo o ponto mais incômodo o desbalanceamento de impactos no combate. Seu visual se beneficia bastante das temáticas abordadas e consegue refletir suas referências de forma clara e original.
Assim, para quem busca um metroidvania novo, Somber Echoes é uma pedida interessante. Mesmo com alguns problemas, ele consegue prender a atenção e trazer elementos interessantes ao gênero.
*Chave para análise enviada para Xbox Series por Bonus Stage Publishing









