Lançado em 2025 para Xbox Series X|S – chegando day one ao Game Pass -, PlayStation 5, PC (Steam) e Nintendo Switch 1 e 2, Rogue Prince of Persia ganhou abril sua versão física para o console da Nintendo. O lançamento ocorreu na última semana, no dia 11 deste mês, em duas versões: a padrão e a especial Immortal, que também conta com itens extras de colecionador como o steelbook, pôster dupla face e cartas com artes do jogo. O lançamento para Nintendo Switch 2 ocorreu no formato de Game Key-card, ou seja, um cartão que não contém o jogo, mas sim, dá acesso a ele através de um código.
Aproveitando a chegada desta nova versão, recebemos uma versão digital do título desenvolvido pela Evil Empire e publicado pela Ubisoft para análise. Vem conferir como está a versão do console híbrido da Big N!
Revisitando um cenário conhecido
Como base narrativa, Rogue Prince of Persia tem como plano de fundo a invasão dos Hunos ao Império Persa. Derrotado, o príncipe encontra uma forma de retornar no tempo para antes da queda de seu lar, o que dá a ele a chance de mudar os acontecimentos. Por ser um roguelike, o jogo desenvolve pouco além de sua premissa base, mas é bem ambientado e no caminho encontramos personagens interessantes que enriquecem o que é mostrado e funcionam como peças para a melhoria de atributos, armas e habilidades durante a gameplay.
Antes da versão do Switch, já havia jogado a versão do Xbox, porém o sentimento de revisitar o jogo foi mesmo de trazer memórias de diversos momentos que passei com a franquia. Rogue consegue trazer um pouco da urgência mostrada em Sands of Time mesclado com o estilo visual e tom mais bem humorado do quarto jogo da franquia em 3D, que foi intitulado somente de “Prince of Persia”. A mistura caiu bem, assim, se encaixando com a ideia por trás do roguelike e obtendo um resultado divertido e com o tom correto de história para despertar a curiosidade e incentivar chegar cada vez mais longe.

Gameplay e desempenho
Seu gameplay é marcado pela câmera side scrolling e mecânicas bastante ágeis. Escalar cenários, andar pelas paredes – uma marca registrada da franquia – e combates com acrobacias estão presentes e são facilmente absorvidos pelo jogador. Como é de se esperar, no começo da fase escolhemos duas armas: uma de curta e outra de longa distância. Elas poderão ser alteradas durante a run, mas a graça é de serem aleatórias dentro de um grupo de armas liberadas, o que torna cada run única unida a posição de obstáculos e inimigos. A dificuldade é acentuada, mas a curva de aprendizado é boa.
Partindo do hub central, podemos melhorar armas, alguns atributos e liberar novos itens que irão fazer diferença nas tentativas. Entretanto, o desafio permanece e é uma parte fundamental. No que diz respeito aos diferentes públicos – e retomando um pouco a curva de aprendizagem -, ele é um roguelike que será relativamente interessante para jogadores mais experientes ao mesmo tempo que acessível para um novo público.

A chegada deste jogo ao Switch foi uma escolha certa, pois seu estilo visual e mecânico é favorecido com a versatilidade híbrida do console. Assim, se mantendo com FPS estável e sem travamentos durante a gameplay. Já quando falamos em suas telas de loading especificamente, é possível identificar uma lentidão para carregar o jogo que chega a incomodar.
Principalmente nos momentos de iniciar uma run e de retornar ao hub, temos telas bastante demoradas com quedas de FPS e travamento nos elementos animados. O problema pode parecer pequeno, porém o intervalo entre terminar e começar uma nova run em jogos deste gênero é o que ditam a dinamicidade dele. Com esses travamentos em momentos específicos, o título quebra essa velocidade que incentiva o fator replay.

Veredito
Rogue Prince of Persia já era divertido nas plataformas nas quais o jogo já estava presente. No Nintendo Switch, o game mantém a essa característica, também se mostrando uma boa pedida no console híbrido da Big N por seu gameplay ágil e que demanda um compromisso menor com o tempo jogado por ser um roguelike. Isso porque sua estrutura em tentativas permite que a gameplay seja aproveitada de forma mais fracionada e repetitiva pela variação dos cenários e inimigos que ocorrem devido ao fator randômico das fases.
Porém, por mais que os pontos positivos chamem a atenção, o jogo sofre com o desempenho durante as telas de carregamento. Os pontos mais demorados estão no retorno de uma run para o acampamento principal, onde a espera ocorre por diversos segundos com direito a quedas de frame. Por mais que não atrapalhe a gameplay em si, estes momentos quebram a dinâmica proposta de visitar os pontos de melhorias do acampamento e até mesmo iniciar uma nova tentativa de forma mais rápida.
*Chave para análise enviada para Nintendo Switch pela Ubisoft









