Apresentando uma proposta de um jogo de ação com mecânicas de lutas de plataforma e exploração metroidvania, Possessor(s) está chegando nesta terça-feira (11) para as plataformas PlayStation 5 e PC (via Steam). Desenvolvido pela Heart Machine e publicado pela Devolver Digital, o game apresenta um visual muito caprichado e mecânicas que crescem de forma eficiente e divertida durante sua campanha.
Além disso, sua narrativa traz personagens que chamam a atenção e um enredo misterioso. Vem conferir mais detalhes na nossa análise!
Além do que se vê
Já se iniciando em um cenário desastroso, Possessor(s) mostra uma poderosa megalópole sendo tomada por demônios que possuem e matam seus habitantes que não conseguiram fugir. No controle de Luca, o jogador vê a garota tendo suas pernas arrancadas e seu melhor amigo morto por um demônio, porém ela consegue fugir.
Após alguns metros ela se encontra ao lado de um demônio ferido (chamado rhem), que diz que pode restaurar suas pernas se a possuir. Mesmo a contragosto, com a finalidade de sobreviver, ela aceita a proposta e temos início a nossa narrativa.
Logo de início temos diálogos bastante expositivos entre Luca e Rhem que apresentam visões diferentes da cidade e o que foi que aconteceu. Para Luca, até então uma humana, a megacorporação que monopolizava a região era uma empresa de energia; já Rhem expõe um lado mais sádico que que fazia experimentos com demônios. Sendo o catalisador do acidente a exposição de um portal que permitiu a fuga das criaturas.

A partir deste ponto, a narrativa de Possessor(s) se desenvolve em um ritmo bom, explorando bem os personagens, suas individualidades e histórias mais pessoais. Além do cenário desastroso que visitamos, encontramos memórias que remetem a acontecimentos da vida dos protagonistas. Essa abordagem os aprofunda ao trazer um lado mais humano de ambos, porém explorando a alegria e paixões de Luca e o passado de Rhem.
Tanto a visão mais inocente do mundo da garota, quanto às experiências pela qual Rhem passou tem funções narrativas bem definidas. Enquanto que Luca mostra um lado mais sentimental e mundano, Rhem traz um ar mais prático e serve bem levar a história para seus principais pontos de evolução.
Podendo ser completado em torno de 17 horas, podendo chegar a 30 horas caso explore de forma mais ampla o mapa, sua narrativa é mais que consistente. Ela aprofunda os personagens e traz incentivos para buscar em cada canto mais informações.

Gameplay acelerada, mas precisa
Quando o assunto é gameplay, Possessor(s) é marcado pela agilidade e ataques precisos, inspirados em jogos de luta de plataforma. Sua estrutura metroidvania favorece os combates cadenciados e que exigem a identificação de padrões e quais recursos devem ser utilizados.
Por exemplo, no início encontramos trechos com inimigos que exigem que seu bloqueio seja quebrado para serem derrotados. Tal habilidade é encontrada após um tempo de exploração e serve como um guia inicial para entender mais da evolução das lutas e como a combinação de movimentos é variada.

Variada também é a melhor característica para descrever as armas utilizadas nas batalhas. Iniciando com uma faca de cozinha e passando por itens do dia-a-dia como controle remoto que emite ondas de choque e um mouse que pode ser utilizado como um chicote, encontramos ainda mais equipamentos com funcionalidades curiosas ao longo da jornada. Essa abordagem nos equipamentos diferencia bem o game e mostra a mistura já proposta em seu plot: algo cotidiano e crível com o fantástico, no caso, representado pelos demônios.
Outro ponto do gameplay que é bem utilizado, são as dimensionalidades dos cenários. É esperado que um metroidvania tenha uma boa exploração vertical e horizontal, isso realmente temos aqui. Mas é agradável como as armas, itens e inimigos interagem bem com todo o cenário. Essa mistura permite golpes variados e multidirecionais que combinam com a variedade de inimigos.
Em relação a melhorias, os upgrades na personagem ocorre com o gasto de cristais ganhos ao derrotar inimigos. Encontrando os vendedores podemos melhorar habilidade (muitas vezes relacionadas aos itens que carregamos), sendo perceptíveis as mudanças.

Cenários e inimigos
Por se passar em uma grande cidade, os cenários se mostram bem variados, assim, possamos por regiões urbanas decadentes, áreas industriais, áreas verdes e esgotos. Todas bem caracterizadas e com tamanhos equilibrados para despertar a curiosidade da exploração, mas sem serem exageradamente grandes. São bem trabalhados e trazem um bom nível de detalhamento.

Combinando com os cenários estão os inimigos. Eles se apresentam de diferentes formas, por exemplo, como vasos, câmeras voadoras e máquinas disformes. Seus formatos são explicados por serem formas assumidas porque não conseguiram possuir um corpo, assim, se baseando em objetos que estavam no caminho.
Eles estão bem distribuídos e aparecem em quantidade não exagerada, o que os torna menos repetitivos para o tempo de jogo. Os chefes e NPCs do jogo já são mais inspirados e marcantes. De forma geral combinando com a paleta de cores do jogo e seu visual impressionante.
Veredito
Possessor(s) impressiona não só no seu visual e desempenho, mas também em seu gameplay que apresenta um sistema de combate fluido e satisfatório de realizar os ataques. Sua narrativa começa despretensiosa, mas ganha corpo ao explorar os personagens de forma a desenvolvê-los por diferentes pontos de vista. Sem dúvida é uma indicação certa!
*Chave para análise enviada pela Devolver Digital para PlayStation 5









