Em 2026, o Pokémon Day, dia comemorativo em que muitas novidades da franquia são reveladas, ocorreu em 27 de fevereiro. Para comemorar a data a Nintendo lançou para Switch 1 e 2 uma versão dos clássicos Pokémon FireRed & LeafGreen.

Agora, vamos para uma análise mais profunda do que pudemos ver na versão que chega aos consoles mais atuais da Nintendo?

Nostálgico, mas sem muitas novidades

Sendo jogos clássicos do gameboy, nostálgicos e reconhecidamente bons, chegaram aos topos das vendas no console da Big N em pouco tempo. O sucesso imediato não passou sem levantar de algumas polêmicas que fizeram os jogadores questionarem como o jogo estaria chegando em seu port ou se o formato de distribuição não poderia ocorrer pela emulação inclusa no serviço online.

Com as informações do trailer de anúncio e declarações Game Freak, o objetivo do port foi de trazer a nostalgia e manter o jogo o mais próximo do original. Entretanto, logo de cara o jogo já se mostra uma emulação com algumas adições que antes eram limitadas por fatores físicos sem trabalhar pontos básicos como a localização do jogo de forma dinâmica.

Por exemplo, a venda de FireRed & LeafGreen está disponíveis em versões em inglês, espanhol e francês. Assim, a escolha do idioma é feita na loja e com versionamento específico, sem nem sequer isso ser englobado em um menu de configuração dentro do próprio jogo. A questão da linguagem mostra muitas limitações e poderia ser expandida para englobar mais consumidores ao trazer idiomas como o próprio português do Brasil.

Pokémon FireRed - 3
Reprodução/ Nintendo

Outro ponto que deixou a desejar é a velocidade que o jogo apresenta. Sendo de uma época em que era característica dos jogos serem mais lentos e animações mais limitadas, as ROMs já trariam as opções de acelerar a gameplay (e até mesmo outros idiomas) e trazer uma sensação de mais dinamicidade. Na versão de Switch em Pokémon FireRed & LeafGreen temos o mesmo gameplay do GBA, que poderia ter tido sua velocidade aumentada minimamente para trazer um recurso já presente em versões não oficiais do jogo.

Quando falamos desta parte mais técnica que a nova versão apresenta, a novidade é a possível inclusão dos pokémons capturados ao Pokémon Home. Esse recurso não foi liberado no lançamento do jogo – bem como no momento da escrita desta análise também não está disponível -, mas a integração foi anunciada para um futuro próximo.

Pokémon FireRed - 1
Reprodução/ Nintendo

Conteúdos adicionados

Por mais que a parte técnica deixou a desejar, em relação a conteúdo o jogo faz um bom trabalho ao adicionar elementos que antes eram limitados por regiões geográficas. No jogo oficial, Lugia, Ho-Oh e Deoxys só puderam ser capturados em eventos presenciais liberados com um código especial. Agora, a nova versão se comporta como uma versão definitiva e adiciona as localidades destes pokémons como um conteúdo pós-game, acessado após vencer a Elite Four.

Seguindo a mesma linha, a versão também traz a adição do arquipélago Seven Islands, que também pode ser acessado após zerar. Nas novas ilhas estão pokémons de outras gerações que incrementam o gameplay para os fãs mais assíduos e estende a experiência para além das 151 criaturinhas da região de Kanto na qual o jogo se passa.

Pokémon FireRed - 2
Reprodução/ Nintendo

Veredito

Pokémon FireRed & LeafGreen fazem um trabalho muito competente de unir os conteúdos já lançados em um único jogo. Foi bom revisitar o título, se perder pelas cavernas e cidade, vencer os ginásios e ver o resultado dos treinamentos dos nossos pokémons preferidos. Pelo ponto de vista mais nostálgico, o game está completo e capturando a essência da franquia ao relançar o que considero a melhor e mais marcante versão dos pokémons de Game Boy.

Ao mesmo tempo que é elogiável a aglutinação de conteúdos para a completude do título, tecnicamente o jogo deixa a desejar. Coisas básicas como alteração de linguagem pelo menu e o suporte a mais idiomas ficaram de fora, assim, passando a impressão de ser um projeto que apela somente para a nostalgia cega sem agregar elementos reais a qualidade de vida do jogo.

*Chave para análise enviada para Nintendo Switch pela Nintendo

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Visual
Novos conteúdos
Melhorias técnicas
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-pokemon-firered-leafgreen-e-nostalgico-mas-defasado-tecnicamentePokémon FireRed & LeafGreen fazem um trabalho muito competente de unir os conteúdos já lançados em um único jogo. Foi bom revisitar o título, se perder pelas cavernas e cidade, vencer os ginásios e ver o resultado dos treinamentos dos nossos Pokémon preferidos. Pelo ponto de vista mais nostálgico, o game está completo e capturando a essência da franquia ao relançar o que considero a melhor e mais marcante versão dos Pokémon de Game Boy.