Lançado em 08 de novembro de 2025, sendo desenvolvido pela Zenovia Interactive e publicado pela Retroware, Neon Inferno chegou para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S,Nintendo Switch e PC. O jogo busca a essência do arcade e apresenta um mundo Cyberpunk com conflitos de gangue, muito neon e trilha sonora baseada em sintetizadores que dão a intensidade das fases.

Intrigas e luz neon

No ano de 2055, Nova York se tornou uma metrópole distópica e tomada por gangues que disputam o poder e territórios incessantemente. Na pele de Angelo Morano e Mariana Vitti, descritos como os melhores assassinos da organização chamada a Família, temos o objetivo simples de completar missões para eliminar os rivais e dominar a cidade.

Focando bastante no seu modo arcade, o jogo traz essas missões de forma bastante direta, permitindo que o jogador escolha a sequência que realizará algumas delas. Isso dá uma boa liberdade ao jogador, pois mesmo que todas as fases possuam um bom nível de dificuldade, a possibilidade de voltar e trocar seu nível pode trazer novos ares aos jogadores e dar tempo ao desafios e possíveis pontos em que o jogador possa ficar travado. 

Neon Inferno - 3
Reprodução/Retroware

Neste ritmo direto de progresso, também temos acesso a uma loja que permite adquirir itens e melhorias entre as fases. Entre as opções temos alterações na cadência de tiros, quantidade de escudos e outras melhorias. Sem quebrar o ritmo de jogo, as melhorias permitem que o jogador se adeque a fase que se sente mais confortável, mudando suas estratégias. 

Mesmo sem profundidade, as diferentes opções são úteis e combinam com o propósito de Neon Inferno. Vale comentar que o jogo tem ima pixel arte bem trabalhada, somando a uma trilha sonora baseada em sound tracks de sintetizadores, que imerge o jogador na proposta arcade.

Neon Inferno - 2
Reprodução/Retroware

Tiro e perseguições

Quando o assunto é gameplay, Neon Inferno é bem objetivo ao jogar o player em meio ao caos. Com mecânicas side scrolling 2D, ele se diferencia por também explorar a profundidade dos cenários para os inimigos. Neste momento o apertar de um botão mira no fundo da tela e traz uma nova dinâmica para o combate. Essas mudanças de dimensões na localização dos inimigos ocorrem tanto nas fases comuns como nas batalhas contra chefes.

Em praticamente todas as fases também temos trechos de plataformas em que devemos fugir de helicópteros e bombas que despedaçam os cenários. Lógico que nestes momentos os inimigos continuam a não dar sossego, o que torna partes desafiadoras e que deve ser mensurado se vale a pena o tiroteio ou se devemos fugir e superar as plataformas o mais rápido possível. 

Neon Inferno - 1
Reprodução/Retroware

No que diz respeito à inimigos, elas apresentam variações consideráveis mais em sua aparência do que em seu comportamento. Caracterizados segundo o grupo ao qual pertencem, eles aparecem nos cenários de forma bastante imprevisível e surpreendendo os jogadores. Mesmo sendo um jogo que pode ser completado em poucas horas, ao unir a dificuldade com checkpoints consideravelmente espaçados, os trechos que poderão ser repetidos algumas boas vezes e momentos em que decorar as posições dos inimigos são necessários. 

Trocando o 2D

Ao mesmo tempo em que os inimigos que aparecem fundo – e a troca de foca da mira para eles – são um diferencial do jogo, também se mostra como um dos pontos delicados. Entre as sprites dos inimigos em cada dimensão há diferenças, porém em meio a muitas informações elas se perdem e podem tornar os cenários confusos. Assim, adicionando o fator frustração, tal qual em muitos arcades, mas de forma artificial.

Além dos cenários, isso fica mais claro em batalhas contra chefes. Por exemplo, ao enfrentar um robô gigante, sua segunda fase é uma inimiga que fica alternando entre as dimensões. Aqui temos problemas em que o sprite da dela no fundo é na linha 2D é semelhante, assim, podendo fazer o jogador perder a janela de ataques por confundir em qual parte da tela o inimigo está.

Veredito

Neon Inferno é sem dúvida um jogo competente que sabe trabalhar suas mecânicas arcades básicas e acerta em cheio em sua ambientação e trilha sonora. O caos reinando no jogo não é o problema, mas sim como toda sua ação interage com as suas novidades, sendo a mais destacada a diferenciação da tela e aparição de inimigos que exigem a multidimensionalidade sem perder a característica 2D. É um bom jogo e que vale seu tempo, principalmente se você é fã de jogos arcades e um pouco tolerante a frustrações pelos intensos combates.

*Chave para análise enviada para Xbox Series pela Retroware

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Visual
Sonorização
Ambientação
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-neon-inferno-tem-as-qualidades-e-os-problemas-do-arcadeNeon Inferno é sem dúvida um jogo competente que sabe trabalhar suas mecânicas arcades básicas e acerta em cheio em sua ambientação e trilha sonora. O caos reinando no jogo não é o problema, mas sim como toda sua ação interage com as suas novidades, sendo a mais destacada a diferenciação da tela e aparição de inimigos que exigem a multidimensionalidade sem perder a característica 2D.