Desenvolvido pela N-Zone Production e publicado pela N-Zone, Frangoelho e o Tesouro do Barbaespinha foi lançado em 14 de outubro de 2025 para PS4, PS5, Xbox Series X|S, Switch e PC (via Steam). Baseado na animação Frangoelho e o Hamster das Trevas (2022), o game traz memórias da época em que jogos baseados em franquias ou produções audiovisuais eram bem mais comuns do que nos tempos atuais.

Narrativa família

Por se tratar de um universo de animação, Frangoelho e o Tesouro do Barbaespinha tem uma história amena e focada em oferecer diversão para a família. Trazendo o caos a um universo em ordem, o pirata Barbaespinha (um porco-espinho) e seus comparsas roubam uma poderosa pena mágica. Agora, cabe aos nossos protagonistas impedir o vilão de roubar as pedras que compõem o artefato e recuperar o item.

Nesta missão estão o próprio Frangoelho, Meg (a gambá) e Abe (a tartaruga). Assim, os três aventureiros irão viajar os diferentes reinos com o objetivo citado acima. A premissa é simples e funcional para o escopo do jogo, porém a representação narrativa oscila demais.

Frangoelho - 1
Reprodução/N-Zone Production

Durante a jogatina temos diferentes momentos com cutscenes bem animadas, bem trabalhadas e com dublagem. Já durante a gameplay, a maior parte dos momentos não temos dublagens dos personagens, apenas o texto na tela. Essa alteração deixa vácuos e torna os momentos de gameplay um ponto de interrogação com a pergunta: falta dublagem ou é bug? De forma geral, parece que falta dublagem mesmo.

Colisão, cadê você?

Se a narrativa está marcada por inconsistências, a gameplay não poderia fugir muito disso, é comum problemas de colisão em que ficamos presos nas paredes, entre degraus ou que a câmera atrapalhe para chegar a uma plataforma. Alternando entre momentos de plataformas 3D e sidescrolling, a visão lateral é responsável pelo primeiro problema, enquanto que os ambientes 3D pelos outros dois.

Um ponto interessante do jogo é a utilização dos três personagens para realizar diferentes ações pela fase. Sendo possível alternar livremente entre eles, é perceptível que Frangoelho é o mais útil e recorrente, restando para Meg o combate e Abe momentos muito específicos de rebentar o chão e escorregar.  

Frangoelho - 2
Reprodução/N-Zone Production

Assim, fica nítido uma estruturação falha dos cenários, que por mais que sejam bonitos, não exploram o potencial de cada personagem de forma mais igualitária. Sobre os comandos, eles são simples e de fácil compreensão, mas são limitados pelas dificuldades que os bugs impõem ao jogador.

Veredito

Frangoelho e o Tesouro do Barbaespinha traz a nostalgia de jogos baseados em animação já vista nas gerações anteriores de consoles. Sua narrativa é inocente e atinge a família em cheio, porém seus problemas técnicos – principalmente com relação aos pulos e momentos side scrolling – são frustrantes. Em um meio de tantos jogos bons e clássicos de plataforma também estão disponíveis, o game fica escanteado e marcado por seus defeitos. 

*Chave para análise enviada pela N-Zone Production para Xbox Series

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Efeitos sonoros
Ambientação
Design
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-frangoelho-e-o-tesouro-do-barbaespinha-temabordagem-nostalgica-e-mecanicas-falhasFrangoelho e o Tesouro do Barbaespinha traz a nostalgia de jogos baseados em animação já vista nas gerações anteriores de consoles. Sua narrativa é inocente e atinge a família em cheio, porém seus problemas técnicos - principalmente com relação aos pulos e momentos side scrolling - são frustrantes.