Lançado em 12 de agosto de 2025 pela desenvolvedora Fallen City Studio e publicadora eastasiasoft, Fallen City Brawl é uma carta de amor aos clássicos arcades beat ‘em ups dos anos 90.

O jogo coloca os jogadores contra o império criminoso de Ignition Gear em sete fases de caos pixelizado. Projetado para um jogador ou cooperativo local para dois — com suporte ao Steam Remote Play —, ele evoca títulos como Final Fight e Streets of Rage, mas sob uma ótica moderna. Por trás do visual neon, porém, esconde-se uma experiência que luta para justificar sua existência além da nostalgia.

Jogabilidade: combate sólido, pouca profundidade

No seu melhor, Fallen City Brawl oferece um combate visceral e gratificante. Quatro heróis estão disponíveis: Sgt. Clay (ex-tático da SWAT com uma escopeta), Natasha (mecânica arremessando chaves inglesas), Ricco (agente de forças especiais ágil) e Iron Jackson (bruto com correntes). Cada um tem ataques únicos, armas de longo alcance e supers devastadores (RIOT Supers), ativados com cristais coletados de inimigos.

O sistema brilha em jogatinas aéreas, parries e uso de armas ambientais — como tacos, facas e barris explosivos. No co-op, a sinergia é eletrizante: combos encadeados deixam inimigos atordoados, transformando hordas em massa de pancadaria.

Mas as falhas aparecem rápido. Chefes com designs criativos caem fácil em sequências de stun, perdendo toda a tensão. Seus golpes desproporcionais (um hit pode drenar 75% da vida) soam como artifício barato, não desafio. Pior: a campanha acaba em 30–60 minutos, sem colecionáveis, desbloqueáveis ou incentivos para rejogar em dificuldades maiores.

Os personagens mudam pouco a tática, e seus finais idênticos revelam falta de ambição. A ausência de co-op online também é uma oportunidade perdida.

Fallen City Brawl
Reprodução/Fallen City Studio

Visual e som: beleza inconstante

Graficamente, o jogo é uma montanha-russa. Os sprites gigantescos transbordam personalidade — tiros de Clay espalham inimigos como notas voando; a chave de Natasha estilhaça crânios com humor cartunesco.

Animações (como os coquetéis Molotov de Jackson) são fluidas, e os cenários (metrôs, zonas industriais) respiram detalhes retro. A trilha de Daniel Lindholm, com sintetizadores e guitarras elétricas, é um triunfo absoluto, capturando a vibe de filmes ação anos 80.

Porém, a direção de arte é inconsistente. Escalas de sprites não combinam — alguns inimigos parecem bonecos perto dos heróis — quebrando a imersão. Fases posteriores, como uma selva pixelada, viram confusão visual. Problemas técnicos agravam: efeitos sonoros somem (explosões mudas, vigas caindo em silêncio), e crashes interrompem ataques especiais.

A história, contada em cutscenes mínimas, apresenta motivações cativantes (vingança, redenção), mas termina abruptamente, reduzindo vilões como Ignition Gear a figurantes descartáveis.

Fallen City Brawl
Reprodução/Fallen City Studio

Veredito

Fallen City Brawl é um paradoxo. Seu combate, trilha sonora e frenesi cooperativo geram alegria genuína, especialmente para fãs do gênero. É um investimento modesto para uma tarde de porradaria no sofá.

Mas como produto autossustentável, tropeça. A curtíssima duração, a falta de motivos para rejogar e a polimento irregular fazem-no parecer um protótipo ambicioso, não uma obra finalizada.

É uma homenagem respeitável aos clássicos, mas perde para gigantes modernos como TMNT: Shredder’s Revenge em conteúdo e refinamento. Recomendado como uma dose rápida de nostalgia — não como uma experiência épica.

Fallen City Brawl
Reprodução/Fallen City Studio

Fallen City Brawl já está disponível para PC via Steam e GOG, com lançamento para consoles ainda sem data confirmada.

*Análise escrita com chave para PC disponibilizada por eastasiasoft

REVER GERAL
Enredo
Direção
Trilha Sonora
Jogabilidade
Design
Matheus
Fã de Yu-Gi-Oh!, Drakengard/NieR, Ys e Trails. Nas horas vagas, analista de Relações Internacionais e professor de inglês.
critica-fallen-city-brawl-nostalgia-eficaz-mas-passageiraFallen City Brawl é um paradoxo. Seu combate, trilha sonora e frenesi cooperativo geram alegria genuína, especialmente para fãs do gênero. É um investimento modesto para uma tarde de porradaria no sofá. Mas como produto autossustentável, tropeça. A curtíssima duração, a falta de motivos para rejogar e a polimento irregular fazem-no parecer um protótipo ambicioso, não uma obra finalizada.