O novo COD foi lançado em 14 de novembro de 2025, chegando para as plataformas Xbox Series X|S,PlayStation 5 e PC, também estando disponível day one Game Pass. Por mais que Call of Duty seja um jogo anual, este lançamento quebrou a lógica de trazer diferentes linhas do jogo de forma alternada ao lançar o Black Ops 7 após o 6 em anos consecutivos.

Desenvolvido pela Treyarch e publicado pela Activision, o jogo tem como proposta dar continuidade à narrativa de Black Ops 6 em um futuro não tão distante e traz um grande foco no aspecto multiplayer. Vem conferir a análise completa do jogo!

Futurismo psicodélico

Com sua narrativa se passando no ano de 2035, o jogador controla um dos membros do esquadrão de David Mason (podendo ser até o próprio David), sendo delegado a eles a missão de investigar uma organização armamentista chamada Guilda, com quartel general na cidade de Avalon. A premissa também mostra uma possível volta do vilão Menendez logo na primeira cutscene, porém não demora para se mostrar apenas uma artimanha da empresa. 

A primeira missão do jogo – chamada Exposição – já coloca os principais elementos da campanha de forma prática. Durante a gameplay já são apresentados os elementos futuristas, advindo dos robôs que enfrentamos (e iremos enfrentar em quase todas as missões juntamente com os soldados), e psicodélicos causados pelo gás que é vazado na cidade na invasão da instalação.  

Black Ops 7 - 3
Reprodução/Activision

Este gás faz com que a narrativa altere localidades da cidade com mundos psicodélicos a depender do personagem afetado. A forma com que a mudança de estrutura acontece não é ruim, porém perde o tom característico de um COD Black Ops e viaja por um lado fantasioso. Além disso, deixa a sensação de que esse jogo poderia ter qualquer outro nome e não fazer parte da franquia devido a perda de elementos que a caracteriza.

Gameplay focada no multiplayer

O que também colabora para a história fraca é gameplay singleplayer descaracterizado e que tenta apelar para a nostalgia ao invés de construir uma narrativa interessante. Começando pelo aspecto da “nostalgia”, nos momentos de delírio, os personagens são levados para ambientes que remetem a outros jogos da franquia.

Ao se apoiar demais neste recurso e abordar os dramas dos personagens de forma rasa e cansativa, o jogo perde tração e deixa de apresentar algo realmente novo. Nestes trechos a gameplay em si não muda de forma geral, mas são incrementadas mecânicas exclusivas para lutas contra chefes bizarros em que temos que jogar machetes gigantes como bombas para poder vencer ou destruir bulbos de uma planta gigante aos moldes de um Resident Evil.

Black Ops 7 - 2
Reprodução/Activision

Indo para a parte mais problemática, temos todo o resto. O que poderia ser classificado como uma experiência para um jogador foi removido do jogo. Por exemplo, no menu principal temos apenas a opção de jogar campanha co-op, configurando a partida para não permitir a entrada de outros jogadores caso o desejo seja jogar sozinho. Porém, seu esquadrão não é preenchido por bots, o que prejudica o andar da missão tendo em vista que elas são desenvolvidas com o propósito de serem jogadas de forma cooperativa.   

Outros elementos simples também afetam a experiência, como por exemplo, interfaces poluídas, armas que sobem de nível no meio da partida (já direcionando o jogador para o online), barra de vida nos inimigos, a impossibilidade de pausar o jogo e a ausência de pontos de salvamento nas missões. Sendo cada missão relativamente longa, sair antes de completá-la significa ter que jogar tudo de novo. 

Campanha improvisada

Durante a campanha, o jogador é interrompido bruscamente sempre que uma cutscene aparece. Sem contar com transições mais suaves e trechos de animação típicos dos jogos anteriores, as cenas mostram o esquadrão completo mesmo que jogando sozinho, o que reforça que o single player não foi nem pensado para o jogo. Será que a campanha por acaso foi?

Black Ops 7 - 1
Reprodução/Activision

Todas as missões do jogo se passam no mapa de Avalon, sendo os trechos de delírio com personagens levados para localidades específicas. Porém quando falamos das missões em Avalon, temos objetivos repetitivos e pouca variedade de atividades. No geral, se resume a ir do ponto A ao ponto B e proteger um local ou equipamento.

Enquanto outros jogos da franquia mostravam missões variadas com veículos, aeronaves e trechos em stealth, em Black Ops 7 temos apenas o anda e atira entre pontos. Quando unimos isso com as mecânicas apresentadas, temos uma campanha artificial e que se mostra jogada, sem elaboração, apenas para falar que tem.

Multijogador, Zombies e Extract

Com relação aos modos multijogador e zombies, o jogo está como esperado. Claro, com aquele diferencial que o jogo mostrou em sua beta de um online rápido e estranho. Já o Zombies está divertido, seguindo os mesmos moldes do que foi mostrado em Black Ops 6

Black Ops 7 - 4
Reprodução/Activision

A novidade do jogo – fora a decepção da campanha – fica por conta do modo de Extração no mapa de Avalon que suporta até 32 jogadores ou 8 esquadrões. Originalmente disponibilizado após a campanha como um trecho end game, o estúdio liberou para todos os jogadores sem a necessidade de completar a campanha após uma semana do lançamento do título.

A decisão foi acertada, pois o modo traz uma proposta boa que até então é inédita da franquia COD. Neste modo devemos competir com os demais esquadrões num formato PvE para completar missões, coletar recursos e subir de nível. Pode-se dizer que este modo é eficiente.    

Veredito

Call of Duty: Black Ops 7 é um jogo sem a essência da franquia. Os modos multijogador funcionam bem de forma geral, com destaque para o modo extração que é a real novidade do título. Sua campanha é fraca, perdida,  não engaja e parece não planejada, sendo ela composta por personagens insossos e que se apoiam de forma exagerada em elementos do passado para tentar criar algo épico, mas sem sucesso. 

Infelizmente, Black Ops 7 é aquele jogo que quando jogado o tempo demora para passar e apaga pontos positivos do que foi mostrado anteriormente na linha Black Ops. Ao invés de lembrarmos da diversão e campanha promissora do Black Ops 6, teremos na memória como o jogo seguinte quis eliminar de vez o single player da franquia. 

*Chave para análise enviada para PlayStation 5 pela Activision

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Visual
Sonorização
Ambientação
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-com-campanha-fraca-call-of-duty-black-ops-7-se-afasta-ainda-mais-do-singleplayerCall of Duty: Black Ops 7 é um jogo sem a essência da franquia. Os modos multijogador funcionam bem de forma geral, com destaque para o modo extração que é a real novidade do título. Sua campanha é fraca, perdida,  não engaja e parece não planejada, sendo ela composta por personagens insossos e que se apoiam de forma exagerada em elementos do passado para tentar criar algo épico, mas sem sucesso.