Ainda com traços lúdicos e mostrando como o conhecimento leva a loucura, a hq Bloodborne: The Veil, Torn Asunder é o encerramento do ciclo de histórias escritas por Ales Kot nas edições até então publicadas. Dividida em cinco fascículos publicados pela Titam Comics e com artes e cores, respectivamente, de Piort Kowalski e Brad Simpson, a narrativa explora a construção visual e liga as três histórias anteriormente publicadas.

Um passeio pela loucura

Tal qual a história “A Sonf of Crow”, o quarto volume das hqs de Bloodborne também explora a loucura, porém de uma firma mais ampla e um pouco menos pessoal do que vemos com Eile, O Corvo. Isso porque aqui temos como protagonista um soldado desertor sem nome, que aficionado pela busca do conhecimento oculto dedicou sua vida a isso.

Como consequência, temos um protagonista que não resistiu aos efeitos do que encontrou e acaba entrando em um loop que o deixa cada vez mais perdido e próximo de se perder completamente. Com poucos diálogos, a narrativa se apoia bastante na construção visual e na reação do personagem ao se deparar com as situações que encontra.

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Por exemplo, os ciclos vividos pelo protagonista sempre têm início em um mesmo ponto: um quarto em que está dormi do com sua esposa. Cada vez que esse ciclo se repete, ele se torna mais violento, bem como os eventos que sucedem e os efeitos que vão se manifestando. Isso torna a história complexa na medida que é lida de forma independente, porém ela acaba sendo mais completa quando pensamos nas referências aos outros três títulos anteriormente publicados.

A loucura desenhada

Mesmo sendo menos abstrata que “A Song of Crow”, Bloodborne: The Veil, Torn Asunder ainda é abstrata. Sendo a maior parte escrita pensamentos do personagem, a arte se destaca nas suas expressões faciais e nos pequenos detalhes adicionados a cenas que parecem repetições, mas não são.

A mudança para tons mais pastéis indicam que estamos vendo cenas do passado do personagem, o que ajuda o leitor na localização temporal. Além disso, os encontros do protagonista com visões de cenas já representadas nas outras hqs passam o sentido de vínculo e complemento de forma satisfatória, como que unindo pontos desconexos.

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Veredito

Bloodborne: The Veil, Torn Asunder é um quadrinhos interessante, mas que individualmente não funciona bem pelas referências e vínculos com as edições anteriores. De forma geral, sua narrativa ajuda a encerrar as outras já contadas de forma intrigante. A arte e cores continuam muito competentes e estando extremamente vinculada a narrativa.

REVER GERAL
Narrativa
Arte
Cores
Ambientação
Independência da história
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-bloodborne-the-veil-torn-asunder-ainda-e-psicodelica-mas-vincula-narrativasBloodborne: The Veil, Torn Asunder é um quadrinhos interessante, mas que individualmente não funciona bem pelas referências e vínculos com as edições anteriores.