Em novembro de 2025 foi finalizada a mais recente publicação das Hqs de The Witcher, intitulada The Bear and The Butterffly. A HQ publicada pela Dark Horse Comics em parceria com a CD Projekt Red, foi dividida em 4 partes assim como as anteriores.

Em sua equipe criativa temos os roteiros de Simmon Spurrier e ilustrações de Stephen Green. Estreante na franquia, Spurrier entrega uma história boa que parece aproveitar não só elementos do universo de de The Witcher, mas também inspirações diretamente do game para a criação dos personagens.

Monstros e amores

Começando pelo seu enredo, temos o início esperado das hqs de The Witcher, com Geralt chegando a uma cidadezinha em busca de um contrato. A cidade está cheia e Geralt vai a uma hospedaria. Não demora para que ele conheça o que parece ser um bruxo da escola do Urso e que ataques de lobos estranhamente modificados ocorra.

Agora, Geralt tem que se aprofundar em suas investigações contando com a ajuda de uma garota e um menino, que Geralt salvou de um ataque de lobos estranhamente modificados. Entre as ameaças da história está um vampiro superior que acaba sendo acusado de atacar a cidade.

The Bear and the Buterffly - 1
Reprodução/Dark Horse Comics

A partir da leitura dos quatro volumes acho que o roteiro é consistente e consegue representar o universo de The Witcher. Logicamente, certas liberdades criativas – como os lobos modificados – parecem estranhas em uma primeira impressão, mas bem justificadas no desenrolar da trama. Também fica evidente referências e inspirações nos jogos ao trazer uma temática que envolva vários superiores e amores proibidos.

Melancolia nas cores

Quando falamos das ilustrações e cores utilizadas, a cidade é representada em dois momentos diferentes: o atual para a narrativa e um tempo passado. A maior marca que difere as épocas são as estações do ano, sendo o inverno a época em que a história se passa e o verão um passado mais alegre.

Essa escolha transmite bem o tom do estado de espírito dos personagens. Com um ar mais melancólico, o inverno mostra mais da amargura e melancolia, enquanto que o verão retrata as épocas de alegria.

Os traços seguem o padrão das hqs de The Witcher, apresentando bons desenhos e diagramação também mais padrão quando comparado a outras histórias anteriormente lançadas. Talvez isso ocorra por não trazer tantos momentos de ação marcante e uma história que em alguns momentos parece acelerada.

The Bear and the Buterffly - 2
Reprodução/Dark Horse Comics

Uma questão de tom

Mesmo trazendo muitos elementos de The Witcher é uma boa história, The Bear and The Butterffly me remete a Flesh and Flames. Isso porque sua leitura é divertida, mas o tom da história parece um pouco perdido. Hora mais intensa e emocional, hora mais descontraída.

A coexistência das nuances na história é bem vinda, porém ela se mostra desbalanceada. Principalmente por parte de uma personagem que é divertida, mas que em diversos momentos fica um pouco perdida no seu desenvolvimento e intenções de fala.

The Bear and the Buterffly - 3
Reprodução/Dark Horse Comics

Veredito

The Witcher: The Bear and The Butterfly é um bom quadrinhos no universo do bruxão e é muito bom ver a continuidade das Hqs, que inclusive chegou a sua décima edição. O roteiro é consistente e a arte faz um bom trabalho, sendo a parte de cores elaborada para combinar com as intenções e sentimentos que os autores desejam passar.

REVER GERAL
Narrativa
Arte
Colorização
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-amores-tragicos-em-the-witcher-the-bear-and-the-butterfflyThe Witcher: The Bear and The Butterfly é um bom quadrinhos no universo do bruxão e é muito bom ver a continuidade das Hqs, que inclusive chegou a sua décima edição. O roteiro é consistente e a arte faz um bom trabalho, sendo a parte de cores elaborada para combinar com as intenções e sentimentos que os autores desejam passar.