Aqui no Mega já falamos sobre jogos analógicos que ganharam suas versões digitais. E quando o cenário se inverte e vemos jogos digitais ganhando suas versões analógicas? Neste artigo quero trazer algumas indicações de board games lançados no Brasil para quem quer sair um pouco de frente do videogame, mas ainda sim continuar imerso nesta temática.
The Bind of Isaac – Four Souls
Com o jogo digital lançado em 2011, “Bind of Isaac” traz uma história macabra, visualmente marcante e impactante até hoje, mesmo depois de dez anos de seu lançamento. Em Four Souls, temos uma boa representação do jogo digital na versão física com mecânicas de cartas e exploração que remete bastante a Munchkin. O board game também conta com uma expansão que adiciona as mecânicas de sala.
Um ponto interessante nele é que pode ser jogado de forma competitiva (tal qual Munchkin), mas também apresenta variantes cooperativa e modo solo que funcionam de forma competente. No Brasil, o board game foi lançado pela Asmodee.
Mass Effect Board Game – Prioridade Hagalaz
Mass Effect Board Game – Prioridade Hagalaz foi lançado no final de 2025 e início de 2026 pela asmodee. O jogo traz diferentes missões que se conectam a partir de escolhas dos jogadores de forma que aparenta ter alta rejogabilidade. Podendo ser jogado de 1 a 5 jogadores, a narrativa também se destaca e oferece boa imersão já à primeira vista.
Quando falamos de suas mecânicas, o jogo utiliza como mapa um livro – e não peças de mapa como Zombicide – que exige menos espaço para ser jogado e contém as explicações da missão e especificidades do objetivo atual. Suas ações baseadas na alocação de dados e possibilidade de evolução do personagem por diferentes caminhos também são seus diferenciais.
The Witcher Old World
Lançado oficialmente em 2025 no Brasil via financiamento coletivo pela Conclave, The Witcher Old World teve sua chegada marcada por erros de tradução, problemas nos componentes e atrasos para o material chegar até os apoiadores do financiamento coletivo. Entretanto, mesmo cheio de problemas o jogo se destaca com mecânicas divertidas que colocam os jogadores no Continente de forma imersiva.
O jogo utiliza mecânicas de deckbuild para a movimentação do seu bruxo pelo mapa, também sendo necessário o controle de mão para criar bons combos nos combates. Rico em narrativa, o jogo possui muitos modos de jogo – ainda mais quando consideramos a expansão que traz a Ciri, Caçada Selvagem e Escola da Mantícora – e traz atividades clássicas do universo, como por exemplo o poker de dados.
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Bloodborne Board Game
Trazido pela asmodee para o Brasil, Bloodborne Board Game é um dungeon crawler excelente! Ele ambienta bem o universo do jogo digital, traz boas miniaturas, gameplay conduzida por uma narrativa que também conversa com sua versão digital e alta rejogabilidade pela forma com que a sua exploração é feita. Isso porque, as partes do mapa são embaralhadas e colocadas aos poucos na mesa, que torna cada partida – mesmo que seja de uma missão já jogada – única e desafiadora.
Quando falamos de dungeon crawler, normalmente podemos ter como referência a rolagem de dados para as ações de ataque como é aplicado em Cthulhu Death May Die, Zombicide e Massive Darkness 2. Porém, aqui temos o uso de cartas que guiam nossas ações e um baralho de comportamento para inimigos e chefes. Esse elemento faz toda a diferença, pois adiciona um novo nível estratégico ao jogo, mais dependente de seus planos e menos da sorte dos dados (mesmo que essa sorte possa ser manipulada por diferentes builds nos jogos citados).
Bloodborne Cardgame
Também ambientado no souls like vitoriano da PlayStation, Bloodborne Cardgame é um jogo semi-cooperativo. Assim como sua versão de miniatura, ele também ambienta bem o universo, porém de forma mais leve e aplicando mecânicas de vazas. No jogo iremos selecionar dez inimigos e um chefe para serem derrotados, sendo o jogador vitorioso que acumular mais pontos (aqui chamados de ecos de sangue).
Semi-cooperativo porque os jogadores precisam colaborar entre si para derrotar os monstros, porém no processo também podem se atingir para afetar a pontuação do oponente. Além disso, também temos mecânicas de deck build que permitem os jogadores trabalharem suas estratégias partindo de um deck igual para cada caçador.
Gwent – O Lendário Jogo de Cartas
Lançado no começo de 2026 pela Grok Games, temos aqui uma das mecânicas um para um do Gwent que podemos jogar em The witcher 3: wild Hunt. A caixa do jogo já inclui as facções de Monstros, Scoia’tael, Nilfgaard, Reinos do Norte e Skellige (que no jogo digital foi incluída na DLC Blood and Wine). Além das regras originais apresentadas pela CD Projekt Red, a sua versão física também traz variantes para ser jogadas em dupla, modo torneio, de 3 a 5 jogadores e modo solo.
Cyberpunk 2077: Gangues de Night City
Com mecânicas de domínio de territórios e desenvolvimento narrativo, Cyberpunk 2077: Gangues de Night City coloca o jogador no controle de uma das gangues do jogo digital da CD Projekt Red, também podendo contratar personagens icônicos como Johnny Silverhand para seu grupo. Juntamente com dominar territórios, os jogadores também podem realizar ações típicas do game como hackeamentos e contrabandos para obter pontos de vitória.
Para guiar as ações do jogo temos uma ficha com diversas possibilidades, porém para poder repetir uma ação é necessário uma etapa de reorganização para recuperar o que já foi utilizado. Assim, essa mecânica faz com que o jogador calcule bem a melhor hora de mover seus batedores (que realizaram ataques) ou seus netrunners. Os combates são guiados por cartas que representam armas e cyberwares deste universo e apresentam seu nível estratégico. De forma geral, em Gangues de Night City o combate não se destaca tanto, mas se mostra uma das muitas formas de ganhar pontos e novos competir por territórios.









