Lançado em maio de 2025 para PC(via Steam), Deck of Haunts foi desenvolvido pelo estúdio Mantis e publicado pela Danger Entertainment. Agora, em 08 de outubro de 2026, o game chegou para os consoles PlayStation 5 e Xbox Series X|S com sua mistura de gameplay que traz o gerenciamento e construção de uma casa mal assombrada durante o dia e deck build durante a noite para evitar as invasões. Essa proposta inusitada é bem ambiciosa e consegue ser muito imersiva.
Roguelike invertido
Quantos filmes vocês já assistiram que o maior desafio é a sobrevivência em uma casa mal assombrada? Bom, aqui a situação é outra. No papel da própria casa mal assombrada, o jogador assume esta posição e deve combater os diferentes invasores que irão tentar chegar a seu coração com cartas e criaturas que irão trazer muitos sustos e sofrimento às pessoas. Para isso, também pode construir como bem entender os caminhos que tem o propósito de fazer com que seus inimigos fiquem perdidos durante a exploração.
Falando especificamente do roguelike, ele funciona de forma muito divertida ao seguir um calendário que aumenta progressivamente os desafios da noite. Com pessoas diferentes, desde pessoas comuns até padres, exploradores e policiais, vamos adaptando nossa construção e buscando criar a casa mais labirintos possível, temos bastante liberdade para a criação dos cômodos.

A mesma liberdade se reflete na construção de baralhos, que é composta por cartas de ação – que afeta diretamente os visitantes – e outras que transformam o ambiente de forma mais direta, trazendo efeitos passivos aos visitantes que chegam até determinados cômodos. Ao final de cada dia ganhamos pontos e novas cartas. Assim, podendo incrementar a construção para a próxima noite.
Sobre os cômodos, além das modificações mais bizarras, também pode obter pontos de invocação de criaturas como bruxos, demônios e criaturas do poço no melhor estilo “O Chamado”. Todos estes elementos misturados tornam o roguelike com alto fator de rejogabilidade e que estimula a exploração das possibilidades.

Formas de jogar
Voltando ao decks, o formato padrão traz uma mistura de cartas que causam dano físico ou mental. Porém, com o avançar do nível do seu save, novos baralhos iniciais vão sendo desbloqueados. Por exemplo, opções como um deck mais focado em dano ou mais em mental mudam sua forma de jogar e construir estruturas. Isso porque, enquanto o dano mental deixa o visitante com medo e perdido em casa, o físico o espanta mais rápido, possibilitando sua fuga. Essa última abordagem acaba tendo que ser de jogadas e efeitos aplicados a cômodos mais agressivos.

Somente o que comentei acima já mostra a gama de possibilidades que Deck of Haunts apresenta. Com os baralhos conversando com a construção das estruturas temos muitos desafios a enfrentar e sinergias para vincular durante a gameplay. Esses elementos são combinados de forma bastante harmônica, o que acarreta ciclos de gameplay divertidos e que costumam deixar aquela vontade de tentar de novo, em dificuldades mais avançadas para descobrir até onde conseguiremos chegar no comando desta mansão de labirintos.
Durante nossa análise não nos deparamos com problemas de otimização ou problemas que trouxeram prejuízos ao progresso. Também vale ressaltar que os comandos estão bem mapeados para o controle.
Veredito
Deck of Haunts inverte a posição de sobrevivência e coloca o jogador como sendo o ambiente hostil que deve espantar e eliminar as pessoas que o invadem. A temática do jogo é muito divertida e a mistura mecânica em seu gameplay funciona de forma bastante harmônica. O ciclo de durante o dia arrumar a casa – literalmente – e a noite “receber” os visitantes, consegue navegar bem no gerenciamento, construção e deckbuilder. Colaborando para maior extensão do gameplay, a variedade de cartas e decks possíveis geram muitas estratégias, sendo elas com impacto direto em como os cômodos serão montados.
Visualmente o jogo consegue explorar bem a temática do terror, sendo sua ambientação imersiva e conseguindo a todo momento manter as mecânicas, desenvolvido das fases e apresentação do mundo em geral em consonância. A arte das cartas são bonitas e os controles bem eficientes quando pensamos no gameplay em consoles.
Para quem curte um jogo de gerenciamento com roguelike que aborda a temática do terror de um ponto de vista nada convencional, o título é uma indicação certa!
*Chave para análise recebida enviada pela Danger Entertainment para Xbox Series









