Sandwalkers, desenvolvido pela Goblinz Studio e publicado pela Goblinz Publishing, foi lançado para PC (via Steam) em abril de 2025. Agora, o game chegou para os consoles Xbox Series X|S, Playstation 5 e Nintendo Switch em 24 de setembro de 2026. Apresentando mecânicas roguelike com combate em turnos e exploração, o título é uma boa pedida quando o assunto é variedade estratégica.
Como um plano de fundo para a narrativa, o jogador assume o papel de um grupo de aventureiros da tribo mka. Se passando no local fictício chamado Uwando, existe uma separação entre as tribos graças a um caos meteorológico, que inviabiliza a vida fora dos refúgios. A cada dez anos a tribo mka envia uma caravana de aventureiros para Phithi com o objetivo de estabelecer relações diplomáticas e comerciais, além de explorar recursos que são encontrados durante o caminho. Mesmo que falhe, a missão deve enviar as memórias que adquiriram pela cristalosfera, transportada por um besouro viajante.

Dentro deste cenário lúdico e bastante inventivo é onde a história se desenvolve. Logo no início da jornada iremos escolher quatro personagens que irão compor a caravana e enfrentar os perigos apresentados no caminho. A escolha de cada um por si só já levanta um ponto de atenção: olhar suas habilidades e ver como melhor combiná-las. Tal qual um RPG, cada um deles terá habilidades, quantidade de vida e defesa distintas, o que reforça o ponto de uma escolha equilibrada ou que melhor atenda ao seu estilo de jogo.
As batalhas em si seguem um padrão bem conhecido para os jogadores do gênero, mas estende para elementos que remetem a Darkest Dungeon quando falamos das distâncias de ataques que determinados personagens podem alcançar. Caso seja feito o ataque fora de sua faixa, o ataque não surte efeito. Após a batalha são ganhos os pontos de experiência podemos evoluir os aventureiros de forma bastante padrão.

Outro aspecto do gameplay é uma camada da exploração, que garante alcançar novas partes do mapa, coletar recursos e chegar aos destinos das missões. As batalhas acontecem entre as andanças que são caracterizadas por uma boa variedade de ambientes e desafios que consomem recursos e estimulam a exploração das áreas. As partes sonoras do jogo estão dentro dos padrões e funcionam na maior parte do tempo, sendo os diálogos e escolhas ocorrendo de forma estática.

Visualmente, tanto as áreas exploráveis em áreas hexagonais quanto as batalhas, trazem uma boa pixel art em seus personagens diferentes e inimigos variados em quantidade e proporção de tamanho. Por mais que o ciclo de gameplay funcione por um tempo, ele pode se tornar repetitivo e se mostrar desbalanceado ao trazer inimigos muito fortes sem permitir que a evolução dos personagens da caravana seja sentida. Outro ponto que prejudica a experiência e pode afastar jogadores menos aficionados por jogos do tipo é o fato de que as novidades mecânicas se esgotam rapidamente.
Veredito
Sandwalkers é um jogo com muito potencial, que tem seu momentos divertidos, mas pensando em público geral, e até mesmo aqueles que flertam com o roguelike, cai na repetição com certa facilidade. Sua pixel art é bem trabalhada e sua parte sonora competente. É um jogo que vale a pena experimentar e vai proporcionar horas de diversão, mas manter-se nele será para um público mais fiel e focado nos desafios de um roguelike que poderia ter uma progressão mais aparente e equilibrada.
* Chave para análise enviada para Xbox Series pela publisher Red Art Games








