Com fortes inspirações em jogos como Digimon e Pokémon, Lumen Tale: Memories of Trey foi lançado em 26 de maio para PC (via Steam) e Nintendo Switch. Desenvolvido pela Beehive Studios e publicado pela Team 17, o título é um RPG que se enquadra no gênero Tamer e pode agradar aos fãs dos jogos de monstrinhos colecionáveis pelas suas mecânicas estratégicas.
Logo de cara é elogiável o trabalho de localização do game. O título foi lançado em PT-BR e isso o torna mais acessível e fácil para atingir o grande público, sem contar que mostra um cuidado por parte dos desenvolvedores e publisher.
Temos que pegar
Como base para sua narrativa, o jogador é introduzido em um mundo que existem os Animons, sendo eles treinados pelos Lumens. Traduzindo: um mundo povoado por criaturas capturáveis e que podem ser treinadas para serem utilizadas em combates. Os Lumens são os responsáveis pela segurança da região de Talea, que é onde a história se passa, e fazem isso capturando e treinando os animos com um item semelhante a um io-io chamado Holoken.
No início da aventura o protagonista, chamado Trey, é encontrado em uma floresta sem suas memórias e levado ao laboratório próximo. Salvo pelo garoto, chamado Ales, e por seu avô, temos um panorama mais geral que ambienta o jogador nos conceitos comentados no parágrafo anterior. O avô de Ales atua como um professor (tipo o professor Carvalho em Pokémon).

Em seu aniversário, Ales ganha o Holoken de seu avô e fica sob nossa responsabilidade levar o item até o menino. Ainda sem memória, Trey decide que quer saber o que aconteceu com ele e também decide se tornar um lumen.
De forma geral, sua narrativa é simples, mas engaja na gameplay pela forma curiosa com que o mundo proposto é apresentado. A apresentação vaga e um personagem sem memória podem ser sinais de histórias já conhecidas, mas que consegue se desenvolver bem e mostrar as criaturas e demais elementos que completam esse universo de forma competente.

Gameplay e mecânicas
Quando falamos do gameplay de Lumen Tale: Memories of Trey temos elementos de captura, combate, criação e até mesmo modo online! Ao todo, o game traz 140 animons para serem capturados e foi lançado com uma proposta bem completa.
A exploração no mundo de Talea é livre e bastante divertida, sendo possível capturar e enfrentar animons. A captura pode ocorrer de duas maneiras: arremessar o Holeken e completar um minigame apertando os botões da ordem certa ou enfraquecê-los em combate para então usar o item. As duas possibilidades são muito úteis! Poder explorar sem a necessidade de entrar em combate o tempo todo torna as caminhadas mais fluídas e menos cansativas.

Os combates também apresentam diferentes modalidades e podem acontecer em embates 1×1 ou 4 x4. Em ambas as situações se destacam as combinações de fraquezas e forças dos animons, que tornam as batalhas mais estratégicas no que diz respeito à organização das criaturas. A descoberta das vantagens e desvantagens ocorrem com os encontros, pois em um primeiro combate com uma nova espécie, é necessário investigar para então entender seu comportamento. Assim como em Pokémon, podemos enfrentar criaturas selvagens ou de outros lumens.

Entre os modos de jogo, o modo online também chama a atenção. O título também permite a colaboração entre os jogadores para atividades como, por exemplo, completar a sua coleção de monstrinhos.
Veredito
Lumen Tale: Memories of Trey estreia muito bem e apresenta mecânicas divertidas que não ficam devendo nada para os nomes já consolidados do gênero Tamer. Seu visual é bonito, sua trilha sonora bem trabalhada e seu gameplay é realmente completo. É bom ver um game estreante que acerta bem ao focar na estratégia e elaboração de um universo próprio para destacar suas características únicas.
*Chave para review enviada pela Team 17 para Nintendo Switch









