Lançado para PC (via Steam) em outubro de 2024, Atomic Owl fez sua estréia nos consoles Xbox Series X|S, PlayStation e Nintendo Switch em maio de 2025. Desenvolvido e publicado pela Monster Theater e Eastasiasoft Limited, o título é um jogo que navega entre o metroidvania e roguelite de forma interessante por permitir a seleção dos modos de jogo separadamente.
Da mesma forma que muitos jogos dos gêneros ao qual o jogo se enquadra, sua história é contada de forma fragmentada e como um plano de fundo para sua gameplay. Em sua história comandamos o guerreiro Hidalgo que vê o caos acontecer quando seus amigos são dominados pelo vilão Omega Wing. Após conseguir se libertar e se unir a uma arma senciente, devemos guiar o caminho do protagonista para trazer seu mundo à normalidade.

A história cumpre bem o seu papel e traz o foco total para o gameplay. Neste ponto temos um bom diferencial: a opção de escolha da forma de jogar. Quando iniciamos a jogatina podemos escolher entre o modo roguelite ou tradicional metroidvania. No primeiro temos o ciclo de completar o game sem morrer, podendo realizar updates entre as tentativas. Mantendo o mesmo esquema de melhorias, a escolha do metroidvania altera a colocação de checkpoints no início no começo da fase. Em ambas as escolhas a dificuldade do jogo é mantida.
Quando o assunto são mecânicas de gameplay, o personagem é bastante rápido e o combate dinâmico. Com uma única arma, temos a opção de transmutá-la em diferentes tipos. Por exemplo, a espada pode se transformar em um chicote e martelo, além de itens arremessáveis que possuem um tempo de espera para o uso. É bom que cada uma delas possui diferentes ranges para causar dano, somando com o design trabalhado das fases e inimigos que seguem padrões claros de movimentação, temos desafios de combate e ambientais que exigem atenção.

Mesmo com a escolha do modo metroidvania, o dna roguelite é mantido, pois os checkpoints ocorrem no início do cenário. Assim, quando perdemos toda a barra de vida em Atomic Owl retornamos do início da seção, sendo necessário passar todos os desafios até o chefe da região.
Em relação a seu visual, o game tem uma pixel-art bem trabalhada que consegue trazer uma boa definição na realização dos movimentos. Os personagens são interessantes e mesmo com as típicas histórias mais superficiais, temos um protagonista que desperta o interesse e interlocutores que estimulam o diálogo. Ao longo do cenários nos deparamos com npc – e comentários da própria arma que trazem um tom mais bem humorado para as situações.
Veredito
Atomic Owl tem uma pixel-art bem trabalhada não só nos personagens, mas também nos cenários como um todo que consegue caracterizar bem o universo no qual o jogo se passa. Os personagens secundários e chefes conseguem ganhar destaques da mesma forma que os protagonistas pelo seus designs. Seu gameplay é dinâmico e funcional, apresentando um ponto muito positivo nos seus modos de jogo que possibilita um modo mais ‘hardcore’, com a escolha do rogulite, ou uma linha mais tradicional com mecânicas metroidvania. Ambas as opções mantêm um bom nível de desafio.
Num panorama geral, o jogo é bastante competente e consegue abraçar bem os jogadores que curtem um bom side scrolling 2D. Vale bastante a pena conhecer!
*Chave para análise enviada para Xbox eries X|S pela Eastasiasoft Limited









