High On Life 2 foi lançamento para Xbox Series X|S – inclusive já chegando ao Game Pass day one –, PlayStation 5 e PC (via Steam). O game mantém o estilo narrativo ácido e cômico do primeiro jogo, também trazendo mecânicas interessantes, diferentes e batalhas contra chefes no mínimo curiosas.
Antes de entrarmos em mais detalhes, é válido comentar sobre a localização do jogo. O primeiro jogo da série veio com áudios e textos em inglês, sem a localização pt-br, o que pode limitar quando o assunto é acessibilidade. Felizmente o novo jogo traz textos em português, o que corrige em partes o que faltou no primeiro jogo.

Logicamente, o ideal seria que uma dublagem completa fosse disponibilizada. Porém, considerando que no game há muitas falas dos personagens e até mesmo das armas, as legendas localizadas já são um bom começo para alcançar um público maior.
Agora sim, depois desta consideração, vamos falar mais do enredo, gameplay e visual!
Cômica e ácida
Trazendo a mesma intenção do roteiro do primeiro jogo, High On Life 2 mantém sua narrativa absurda, cômica e muito ácida. Temas como o poder das grandes indústrias, coaches financeiros que prometem retornos absurdos e seitas masculinistas são abordados de forma satírica que lembram um episódio de Family Guy.
Seu eventos se passam algum tempo depois dos atos heroicos protagonizados pelo nosso personagem no primeiro jogo. Porém, a irmã dele se tornou uma terrorista e no processo de tentar salvá-la também nos tornamos. Por motivos mais dignos que simplesmente a fama e o dinheiro, agora nossa missão é parar uma grande empresa farmacêutica que coloca em risco a humanidade.
Ao mesmo tempo que o jogo faz referências aos acontecimentos de High on Life, ele também tenta ser um capítulo independente até certo ponto. Mais para o final do jogo as intersecções ganham mais importância e a chance de você ficar perdido na história caso você não saiba a narrativa do primeiro jogo é grande.

Fala, fala e fala
Conversando com o tom cômico da narrativa, o gameplay segue o mesmo ritmo graças às carismáticas armas falantes. Nossas ferramentas para avançar no jogo são uma raça de alienígena – ou seres transformados em armas – que não calam a boca um instante. Cada uma delas conseguem ter uma personalidade e funções únicas.
As habilidades únicas dos armamentos têm seus usos intuitivos, bem sinalizados nos ambientes e funcionais nas batalhas. Utilizando para atacar e para resolver puzzles, os equipamentos são bem explorados e parte fundamental da diversão do jogo. O skate – nova adição do título – dá mais dinamicidade e acelera o gameplay, além de acionar momentos de manobras bem interessantes.

Outro ponto marcante são os chefes. Cada um deles apresenta batalhas únicas que exploram recursos específicos do jogo. Nem mesmo o menu escapa. Isso porque, em uma das batalhas nosso traje é invadido e lutamos pelo menu Controlando o assistente Trajinho. Da mesma maneira diferenciada, o chefe final faz bom uso do skate em combinação das habilidades da arma.
O único ponto cansativo do gameplay é a extensão das primeiras fases do jogo. Certos cenários se estendem e se tornam um pouco cansativos, seja pela repetição de inimigos ou pelo excesso de fala das armas, que em loops muito extensos cansam. Mas de forma geral, é impressionante como as características foram mantidas e outras tão interessantes adicionais para renovar a franquia.
Veredito
Por mais que tenha dependências, High on Life 2 é uma continuação competente e muito divertida. E sim, jogar sem saber o que aconteceu no primeiro jogo pode despertar sua curiosidade. Sua narrativa é cômica, ácida e bastante crítica. Pontos que contam a favor do título quando somados com sua dublagem bem feita e agora textos localizados em pt-br.
O ponto mais alto é sua gameplay, que não só aproveita mecânicas anteriores, mas adicionam novas que trazem um frescor ao jogo. Seja pelas novas armas, o skate, a navegação dinâmica ou chefes que exploram múltiplos recursos, o game é uma indicação certa!









