O primeiro jogo de Reigns foi lançado em 2016, sendo o responsável pela franquia o estúdio Nerial com publicação da Devolver Digital, para as plataformas PC (Steam), MAC e Mobile. Com o passar dos anos novos jogos foram lançados, sempre mantendo suas características visuais e mecânicas, porém estendendo o título com grandes parcerias que implementavam a ideia básica do jogo em outros universos, como foi o caso de Reigns: Game Of Thrones lançado em 2018.
Agora, em 2026, uma parceria surpreendente com a CD Projekt Red trará um novo jogo com a temática e mecânicas de The Witcher. A convite da Devolver Digital, já pudemos jogar o game e analisar como ele aborda o Continente e quais mecânicas exclusivas ele implementa.

Quando falamos de Reigns temos que ter como base sua mecânica de escolhas que guia sua narrativa. Basicamente, somos confrontados com questões de personagens e devemos escolher entre duas opções, sendo que cada uma delas afeta um conjunto de status registrado na parte superior da tela. Caso os status atinjam o máximo ou o mínimo perdemos a partida e temos que iniciar uma nova, porém com um conhecimento já acumulado do que passamos e podendo descobrir novos caminhos, personagens e formas de morrer com o bruxo. Assim, temos uma gameplay simples e divertida que pelo fator repetição e aprendizagem remetem a elementos rogulike, mas muito mais focado na narrativa, decisões e suas consequências.
Agora sim chegamos ao universo de The Witcher! O novo jogo segue essa mesma mecânica e implementa outras que iremos comentar mais a frente. Como personagens principais teremos a dupla Geralt e Dandelion atuando de formas diferentes durante a campanha. E neste ponto, focando no aspecto narrativo, já temos uma das primeiras exclusividades: iremos desenvolver histórias ao cumprindo missões com Geral para que Dandelion componha suas baladas. Durante a gameplay com o bruxo saberemos mais dos personagens e resolvemos missões que trazem certos tons narrativos ao jogo, com este desenvolvimento Dandelion realiza suas apresentações e podemos avançar para liberar novos lugares para apresentações.

A outra mecânica exclusiva de Reigns: The Witcher são os combates que funcionam de forma divertida e calculada. De forma geral, devemos mover Geralt de um lado para o outro enquanto símbolos vão descem de cima para baixo. Ao pegar espadas e sinais (como igni, aard e quen) temos efeitos favoráveis ao bruxo, enquanto que os demais ferem e podem encerrar a nossa run. Esse estilo de combate diferencia este jogo com a colaboração de Game of Thrones, que traz combates que combinam mais com seu universo. Fugindo de batalhas genéricas e mantendo uma identidade visual, o jogo cria uma ambientação imersiva e marcante.

Os combates não são tão frequentes – dependendo bastante dos diálogos e caminhos escolhidos pelo jogador – e apresentam uma variedade boa de criaturas, sendo uma adição bem interessante e inusitada. Personagens conhecidos como as feiticeiras Triss e Yennefer e o bruxo Vesemir também estão presentes e bem representados na arte proposta do jogo, que se mantém minimalista, mas muito caprichada, caricata e cativante. Também vale comentar que os trechos com trilhas sonoras remetem aos jogos da CD Projekt Red e são encaixadas de forma precisa.

Pelo que podemos falar em nossa preview, Reigns: The Witcher apresenta mecânicas que o torna diferente e que mantém o padrão da Nerial de surpreender com visuais marcantes e mecânicas fora do convencional para contar sua história, que inclusive conversa bem com a jogabilidade. Fiquem de olho no jogo, porque ele é uma indicação certa que vai render muitas horas de um gameplay leve e divertida em que você estará imerso no Continente por outra ótica.
Reigns: The Witcher será lançado para PC (via Steam, MAC e mobile.)
*Preview escrita com chave de PC (via Steam) enviada pela Devolver Digital









