Simon the Sorcerer é uma franquia com uma boa quantidade de jogos e conhecida para os fãs do gênero point-in-click. Entretanto não vemos o desenvolvimento do mago em suas aventuras, pois o controlamos como um personagem mais velho.

Agora, Simon the Sorcerer Origins – desenvolvido por Smallthing Studios e publicado pela ININ Games apresenta mais informações deste carismático personagem em uma narrativa com puzzles elaborados, personagens carismáticos e muito senso de humor.

A história começa

Propondo apresentar a origem de Simon, somos introduzidos a ele como um menino inglês que está se mudando para algum outro lugar do país. Tudo parece normal, mas ao mesmo tempo somos apresentados a um mundo mágico, onde o mago/professor Sordid está buscando os poderes contidos nos livros do Primeiro Mago, que desapareceu a muito tempo neste universo sem deixar vestígios. Durante a tentativa de realizar a profecia que o daria muito poder, Simon é puxado para o mundo mágico. A partir deste ponto, a história se desenvolve.

No decorrer da trama, Simon irá contar com a ajuda de novos amigos que ele faz no novo mundo. Entre eles está o sábio e excêntrico mago Calypso, o cachorrinho Chippy e o Swamping (ou Pantanoso). Muitos destes personagens estão presentes em jogos anteriores, o que pode ser um refresco para os fãs da franquia reencontrá-los em tempos de suas mocidades ou menos velhos. Um ponto importante é que eles são carismáticos e enriquecem a história de forma bem humorada e divertida, sendo personagens marcantes e que evoluem juntamente com o protagonista, reforçando laços futuros que são mostrados em outros jogos do título.

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Reprodução/ININ Games

Por se tratar de um jogo de origem, parte do desfecho da história pode ser previsível. Porém, por que não brincar com o fato de que muitos jogadores já sabem o futuro do aspirante a mago? Por que já não colocar piadas baseado na intimidade dos personagens? Bem, isso acontece de forma muito leve e orgânica com a quebra da quarta parede e com diálogos que mostram que os personagens estão cientes que se trata de uma história de origem. Inclusive, com Simon e Calypso tentando disfarçar o jogador que de alguma forma eles se conhecem.

Tal abordagem bem humorada é bem utilizada e traz um ar leve e inocente para o jogo. Além disso, também vemos uma quebra na da quarta parede quando o protagonista fala e olha direto para o jogador, normalmente quando tentamos realizar uma ação repetidas vezes sem resultado, ou quando não estamos andando com ele. Nesta última situação, Simon olha para a tela, como que nos encarando diretamente.

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Reprodução/ININ Games

Gameplay clássica

Assim como outros jogos da franquia, Simon the Sorcerer Origins tem toda sua gameplay baseada em point-and-click. Entre o que podemos realizar está a busca e combinação de itens, bem como sua utilização de forma a resolver como passar pelo trecho e avançar na história. Novamente, seguindo o que se espera deste tipo de jogo, ele não te dá pistas de forma direta, com mapas e luzes piscando indicando o caminho certo. Ele te apresentará falas com a possível solução para que você resolva o quebra cabeça.

Os quebra cabeças propostos não são difíceis, mas são trabalhosos e exigem bastante atenção. Por não possuir dicas mais explícitas, não é incomum se encontrar um pouco travado em algum trecho em que estamos carregando muitos itens e nenhum deles parecem ser muito úteis. Esse sentimento descrito anteriormente pode durar até pouco menos da primeira meia hora do jogo, porque depois fica fácil nos acostumarmos com as falas dos personagens e entender a forma de raciocínio do jogo. Para quem não sabe inglês, o jogo está com seus textos localizados em pt-br.

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Reprodução/ININ Games

Também é bem comum as idas e vindas pelo mapa do jogo, o que se torna bastante interessante porque conhecemos quais npcs são mais relevantes e o que eles esperam em troca para nos ajudar com um item, por exemplo. A caminhada é aliviada pelos mapas serem pequenos, três no total, e cheio de pontos que serão úteis. Caso não queira andar, podem ser utilizados os transportes rápidos, representados por alfinetes gigantes no chão, esse elemento além de ser funcional por poder ser utilizado de qualquer lugar só abrindo o mapa, é um elemento cômico em nossa jornada.

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Reprodução/ININ Games

Tanto os mapas quanto os visuais do jogo são feitos em uma belíssima animação! Esse capricho consegue distinguir bem elementos interativos do cenário fazendo com queiramos explorar cada canto do mapa e testar as utilidades dos itens que encontramos. Vale comentar que o jogo não é longo, podendo ser completado em 6 horas em uma primeira gameplay.

Veredito

Simon the Sorcerer Origins é um jogo divertido, que carrega um ar de inocência e apresenta mecânicas clássicas muito bem polidas. Seu visual animado contrasta com seu estilo de gameplay e cede a ele um ar contemporâneo que atualiza os jogos do gênero point-in-click. Sem dúvida um título que vale muito a pena jogar!

O jogo foi lançado em 28 de outubro e está disponível para Xbox Series X|S,Playstation 5, PlayStation 4, xbox One, PC (via Steam) e Nintendo Switch.

*Chave para análise enviada pela ININ Games para Xbox Series

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Visual
Ambientação
Sonorização
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-simon-the-sorcerer-origins-traz-um-novo-ar-ao-click-and-pointSimon the Sorcerer Origins é um jogo divertido, que carrega um ar de inocência e apresenta mecânicas clássicas muito bem polidas. Seu visual animado contrasta com seu estilo de gameplay e cede a ele um ar contemporâneo que atualiza os jogos do gênero point-in-click.