Lançado em setembro de 2025 para PC (via Steam), Xbox Series, PlayStation 5 e Nintendo Switch, Mai: Child of Ages se destaca pelas suas mecânicas variadas. Além disso, o jogo, desenvolvido e publicado pela Chibby Pixel, também traz ambientes tão variados quanto seu gameplay.
Narrativa
Em Mai: Child of Ages controlamos a personagem que dá nome ao jogo, que vive com seu avô em uma ilha cercada por uma ambientação bucólica. Após algumas missões iniciais que têm a função de passar os comandos básicos do jogo, somos incumbidos de ir até uma floresta mais antiga para buscar uma folha que pode ajudar a saúde de seu avô.
A partir deste ponto, o jogo muda bastante. Mai, até então criança, encontra a folha e uma misteriosa planta que conecta diferentes tempos e dá a personagem a pedra Uroboro. Ao sair da planta, Mai se dá conta que já é uma adolescente e o mundo está destruído e tomado por misteriosas criaturas.
Sua história segue alternando entre os mundos e levando o jogador para diferentes ambientações de forma bem dinâmica. O desenrolar da trama ganha uma complexidade considerável, rendendo uma gameplay de mais de 15 horas que conta com um bom desenvolvimento narrativo.

De puzzles à hack and Slash
Logo no começo do jogo somos apresentados a Mai em sua versão criança. Nela, o jogador tem comandos mais básicos como pular, assobiar e manusear itens. Suas mecânicas mais simples combinam com o mundo da personagem. Mesmo quando enfrentamos criaturas, utilizamos itens disponíveis no ambiente e criaturas mais naturais, sendo sua maioria insetos.
Já em sua versão adolescente e em posse da Uroboro, Mai ganha armas e agirá pode combater os inimigos com espada e defender- se com um escudo. As criaturas também mudam e tomam uma forma mais estranha e condizente com a corrupção e destruição presente no futuro.

Como reflexo das mecânicas, temos com a protagonista novos desafios que se aproximam de puzzles, com o encontrar de objetos e ativar os itens certos para chegar ao ponto desejado, bem como enfrentar criaturas que guardam as passagens . Já com ela mais velha, o jogo se aproxima de um hack and Slash simplificado e perda de comandos como o pulo, que são feitos por meio de escaladas nos lugares mais altos e automaticamente em declives normais.
Ao longo da jornada novas habilidades são desbloqueadas, assim, dando mais corpo para o combate, mas ainda sim mantendo a simplicidade. A alternância de cenários também ajuda na variedade por fornecer ambientações variadas.
Analisando as dinâmicas das duas versões da personagem, a Mai jovem e a adolescente se complementam bem. Sendo a primeira delas um tempo de respiro importante e que permite um desenvolvimento narrativo mais calmo e informativo.

Desempenho no Switch
No Mega, testamos o jogo no Ninteno Switch. Na plataforma o jogo traz um desempenho bom com fps estável e quase nenhum travamento, porém fica claro algumas limitações do console principalmente em relação a parte visual.
Enquanto que nas outras o jogo aparenta mais texturas e formatos menos poligonais, no Switch temos momentos e definições um pouco mais pixeladas tanto no modo portátil como no docado. Nada que atrapalhe a gameplay ou que que torna o jogo injogável, mas a diferença existe.
Veredito
Mai: Child of Ages tem um bom desenvolvimento narrativo e traz uma variedade de gameplay e ambientações muito boa. Seu desenvolvimento é consistente e consegue manter o jogador engajado em sua narrativa. Visualmente o jogo é bonito e mesmo com as questões do Switch, podemos ver um bom trabalho de desenvolvimento.
É o tipo de jogo que vale a pena jogar e se surpreende com sua narrativa e mecânicas variadas!
*Chave para análise enviada pela Chibby Pixel para Nintendo Switch









