Final Fantasy XVI foi lançado em junho de 2023 exclusivamente para PlayStation 5. Na época de seu lançamento, a Square Enix estava focada em trazer os títulos da franquia exclusivamente para o console da Sony, como ocorreu com Final Fantasy VII Remake e Rebirth. Em setembro de 2024, FF XVI chegou ao PC (Steam), marcando uma virada de chave para Square que se mostrou disposta a expandir seus horizontes e levar seus jogos mais recentes à outras plataformas.

O plano que até então era algo apenas dito se concretizou na Xbox Games Showcase de 2025 com o anúncio de Final Fantasy XVI e FF Remake para Xbox Series X|S. Logo no anúncio, 08 de junho, FF XVI já foi disponibilizado juntamente com suas DLCs, sendo o primeiro episódio do Remake ainda com data a anunciar.

Final Fantasy XVI - 3
Reprodução/Square Enix

Narrativa

Trazendo uma narrativa com um tom épico, sombrio e com os titânicos Eikons, somos apresentados ao protagonista Clive Rosfield, um guerreiro que recebeu o título de “Primeiro Escudo de Rosaria” e jurou proteger seu irmão mais novo, Joshua, o Dominante da Fênix. Clive se envolve em uma grande tragédia e jura vingança contra o Eikon Ifrit, uma entidade misteriosa que traz calamidade por onde passa.

Sem dúvida a narrativa é o ponto mais alto de Final Fantasy XVI. Falando como um jogador que jogou o Remake e um pouco do Rebirth no PlayStation, este game traz um tom mais sério e focado em seu propósito, além de juntar um grupo muito carismático. Não só Clive, Joshua e Jill tem bons arcos, mas também Cid e Gavin, são bons exemplos de personagens que crescem na narrativa e conquistam seus espaços de diferentes formas.

A abordagem mais épica e sombria combina com o tom da história e faz com que queiramos sempre descobrir mais deste denso universo. As cutscenes e momentos que contam os eventos são interessantes, mesmo longos não são tediosos e alimentam a empolgação que querer jogar mais e mais.

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Reprodução/Square Enix

Gameplay

Se a narrativa é o ponto alto, a gameplay fica em um nível um pouco abaixo do esperado. Longe de ser ruim, ela é divertida, mas muito automatizada e em diversos momentos se aproxima demais de um hack and slash desengonçado quando controlamos Clive. São muitos ataques e poucos botões para representá-los, tornando o show pirotécnico que são os embates momentos um pouco confusos, sim, energéticos e com boa trilha sonora, mas ainda sim confusos.

Por mais que sejam jogos diferentes, o Remake de Final Fantasy VII acaba servindo como base de comparação também na gameplay. Isso porque, ele apresentou uma mescla equilibrada de combate livre, mas que ao mesmo tempo sabe usar a parte tática do clássico game de turno de forma eficiente.

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Reprodução/Square Enix

Quando o assunto são os combates entre Eikons, são momentos com certeza marcantes e que enriquecem a história. Contando com a grande quantidade de quick time events nestes trechos, eles trazem à tona um lado muito mais narrativo do que gameplay em si. Servindo a este propósito, a falta de liberdade não incomoda e novamente retomamos o ponto de esperar por grandes acontecimentos como este para avançar na narrativa e desbravar o que a história tem a nos oferecer.

Vale ressaltar que no Mega já temos a análise do game em sua versão de PS5 e PC, então mais detalhes de aspecto de gameplay e evolução podem ser conferidos nos respectivos materiais.

Desempenho

O desempenho foi uma questão na chegada do game ao Xbox. Então, já tocando no assunto, no Series S o game mantém constante a base de 30 FPS em uma resolução variável. Já no Series X, ele está estável no 60 FPS/resolução variável no Modo Desempenho e 30 FPS/1224p no Modo Gráfico.

O fator do FPS estar constante em ambas as versões do console é positiva, porém a resolução mostra uma otimização que não soube aproveitar o potencial do hardware ou que foi feita de forma desleixada. Jogando no Series S, a resolução não atrapalha, mas é perceptível serrilhados e a falta de nitidez nos personagens em cena. Principalmente quando estes estão entrando no enquadramento, ocasionando praticamente uma renderização do rosto em tempo real.

Final Fantasy XVI - 1
Reprodução/Square Enix

Veredito

É muito bom ver a chegada de Final fantasy XVI nos consoles Xbox. Mesmo com o porte deixando a desejar, sua gameplay é enérgica e vibrante em meio ao caos de muitas ações e poucos comandos. Sua narrativa brilha com o universo proposto e coloca o jogador tão imerso nos acontecimentos que é difícil não querer saber mais sobre os personagens ou quais serão as próximas missões.

*Chave para análise enviada para Xbox pela Square Enix

REVER GERAL
Narrativa
Gameplay
Trilha sonora
Ambientação
Desempenho
Renan Alboy
Mestre em Ciência da Computação e Jornalista. Editor Chefe do O Megascópio e apaixonado por jogos!
critica-final-fantasy-xvi-estreia-bem-no-xbox-mas-com-porensÉ muito bom ver a chegada de Final Fantasy XVI nos consoles Xbox. Mesmo com o porte deixando a desejar, sua gameplay é enérgica e vibrante em meio ao caos de muitas ações e poucos comandos. Sua narrativa brilha com o universo proposto e coloca o jogador tão imerso nos acontecimentos que é difícil não querer saber mais sobre os personagens ou quais serão as próximas missões.